Nova Fiat Toro híbrida faz até 10,5 km/l na cidade e ainda escapa do rodízio

Fiat Toro híbrida

A Fiat Toro híbrida chegou à linha 2027 e mexe direto com o bolso — e com a rotina — de quem dirige na cidade grande. As versões Volcano, de R$ 197.490, e Ultra, de R$ 206.490, ganharam o sistema híbrido-leve e, de quebra, o direito de circular livremente em São Paulo, sem rodízio.

Seguindo o caminho do Jeep Renegade, a líder das picapes intermediárias agora encara rivais eletrificadas como a Ford Maverick híbrida com uma arma nova no portfólio.

O que muda no motor da Toro híbrida?

Aqui vale entender o jogo: o sistema é MHEV (híbrido-leve) de 48V, com bateria pequena que não precisa de tomada e também não move as rodas sozinha. O motorzinho elétrico de 15,5 cv e 6,6 kgfm entra em ação nas partidas, frenagens e acelerações — os momentos em que o motor a combustão mais “bebe”.

Fiat Toro híbrida

Foto: Divulgação (Fiat)

O conjunto principal segue sendo o 1.3 turbo flex de 176 cv e 27,5 kgfm, e as potências não se somam. O foco declarado da Fiat não é economia extrema, e sim reduzir a emissão de poluentes. Os detalhes técnicos estão no site oficial da Fiat.

A picape ficou mais econômica de verdade?

Ficou — principalmente na cidade, onde a calibração foi concentrada. Compare os números:

Consumo Linha anterior Toro híbrida 2027
Cidade (etanol) 6,5 km/l 7,3 km/l
Cidade (gasolina) 9,4 km/l 10,5 km/l
Estrada (etanol) 7,8 km/l 7,6 km/l
Estrada (gasolina) 10,8 km/l 10,7 km/l

Repare: no uso urbano, o ganho é claro. Na estrada, os números praticamente empatam — sinal de que o sistema foi pensado para o motorista que vive no trânsito.

Quais são as medidas e a capacidade da caçamba?

No tamanho, nada de sustos — a Toro segue grandona:

  • Comprimento: 4,95 metros
  • Entre-eixos: 2,98 metros
  • Largura: 1,85 metro
  • Altura: 1,69 metro
  • Caçamba: 937 litros

E o benefício do rodízio em São Paulo?

Esse é o trunfo que muita gente esquece de colocar na ponta do lápis. Veículos híbridos e elétricos são isentos do rodízio municipal de SP, conforme as regras disponíveis no portal da Prefeitura de São Paulo. Para quem trabalha com a picape todos os dias, isso pode valer mais que qualquer km/l.

No fim das contas, a Toro híbrida é menos sobre revolução e mais sobre conveniência: consumo um pouco melhor na cidade, menos poluição e liberdade total no rodízio paulistano.

Mas fica a dica prática antes de assinar o pedido: se você roda principalmente em estrada, o ganho real é mínimo — nesse caso, vale colocar as versões a diesel ou a flex convencional na balança e comparar o custo-benefício com calma na concessionária.

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Kawane Licheski
Escrito por

Kawane Licheski

Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.