Sedã híbrido de R$ 147.990 entrega 209 cv, roda 1.175 km e custa menos que Corolla

BYD King é um carro híbrido de muita qualidade e tecnologia.

O grande truque do King GL está em como ele lida com combustível.

A combinação de um motor 1.5 aspirado com um propulsor elétrico permite ao sedã percorrer mais de 1.175 km somando o tanque cheio e a bateria carregada.

No modo exclusivamente elétrico, a versão de entrada roda cerca de 55 km, o suficiente para dar conta da maioria dos trajetos urbanos do dia a dia sem gastar uma gota de gasolina.

A eficiência é o que sustenta o discurso. Segundo dados declarados, o modelo chega a impressionantes 43,3 km/l no uso urbano quando aproveita bem a parte elétrica.

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Na prática, para quem tem onde recarregar em casa ou no trabalho, o custo mensal com combustível pode virar uma fração do que se gasta com um sedã convencional.

 É esse número que transforma o King de “carro caro que economiza” em “carro que se paga com o tempo”.

209 cavalos do BYD King que não decepcionam

(Imagem: Divilgação / BYD)

O conjunto híbrido entrega 209 cv de potência combinada e 32,2 kgfm de torque, com boa parte dessa força vindo da resposta imediata do motor elétrico

O resultado aparece no cronômetro: são 7,9 segundos de 0 a 100 km/h e velocidade máxima de 185 km/h, marcas de sedã médio de respeito, e não de um carro de entrada resignado a andar devagar.

Essa característica é especialmente perceptível em arrancadas, entradas de rodovia e ultrapassagens, situações em que o empurrão elétrico disfarça o fato de o motor a combustão ser um 1.5 aspirado.

Por dentro, a versão GL reforça o apelo com central multimídia giratória de 12,8 polegadas, câmera de 360 graus, bancos de couro e um porta-malas de 450 litros que atende bem ao uso familiar.

O preço que provoca o Corolla

(Imagem: Divulgação / Toyota)

O King GL tem valor público de tabela na casa dos R$ 172.990, mas aparece por R$ 147.990 graças a um bônus de fábrica de cerca de R$ 25 mil, dentro de uma condição de venda direta para pessoa física. 

Esse desconto o joga para um patamar em que ele deixa de brigar só com eletrificados e passa a encarar sedãs compactos a combustão bem equipados.

É na comparação com o líder que a provocação fica clara. 

O Toyota Corolla, referência absoluta entre os médios, tem a versão de entrada GLi partindo de valores próximos de R$ 191.890, cerca de R$ 44 mil acima do preço promocional do chinês. 

E o King ainda leva a vantagem de ser um sedã de dimensões maiores que as do próprio Corolla.

Não à toa, houve mês em que o modelo da BYD superou o japonês em emplacamentos, encerrando pontualmente um longo reinado na preferência dos compradores.

Onde o encanto diminui

A configuração de entrada abre mão do pacote de assistências semiautônomas (ADAS) presente em versões superiores, o que pesa para quem valoriza segurança ativa.

Há também o comportamento típico dos plug-in: quando a bateria fica com carga muito baixa, o motor a combustão assume sozinho e o desempenho em acelerações mais fortes perde parte do fôlego.

Some-se a isso o fato de o preço de R$ 147.990 ser uma condição promocional, sujeita a prazo, região e modalidade de venda, e não um valor fixo de balcão.

São pontos que não derrubam o carro, mas que ajudam a definir para quem ele realmente compensa.

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