Testamos: prestes a ser substituído, Chevrolet Prisma LTZ ainda tem lenha para queimar

Testes 28 de junho de 2019 Leo Alves 0

Já está confirmado que o Chevrolet Prisma ganhará um sucessor ainda este ano. Maior e mais sofisticado, o Onix Sedan vai chegar para ocupar o posto que hoje é do sedã compacto. Entretanto, ele deverá seguir com o visual atual por mais algum tempo na versão Joy — que, por enquanto, usa o visual original da dupla Onix/Prisma.

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Apesar de estar em final de ciclo, o sedã provou para a equipe do Garagem360 que ainda tem fôlego para queimar. E provou, durante os 10 dias de teste, que a versão LTZ com câmbio automático consegue ser avessa aos postos de combustíveis, além de ser uma boa companhia para o trânsito das cidades.

Chevrolet Prisma LTZ: como anda

Com 4,28 de um para-choque ao outro e 1,70 m de largura, as medidas do Prisma são comedidas. Ele tem apenas 35 cm a mais que o Onix, o que garante boa agilidade no trânsito. Apesar do tamanho compacto, o três volumes repete a fórmula do carro mais vendido do Brasil e tem um bom espaço interno. Não chega a ser primoroso ao ponto de conseguir levar um time de basquete, mas oferece conforto para quatro adultos e uma criança.

Se o condutor tiver mais que 1,80 m, como é o caso deste repórter, o espaço para as pernas de quem está atrás será reduzido. Mesmo assim, é possível levar um adulto de estatura mediana — até 1,75 m — sem aperto. Quem for muito alto também não terá muito espaço para a cabeça no banco posterior. Nos dianteiros não há este problema.

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Com o porta-malas carregado e o interior sendo ocupado por dois adultos e dois cachorros, o Prima fez uma viagem de ida e volta entre São Bernardo do Campo e Avaré. Entre os pouco mais de 300 km de estrada, o motor 1.4 de 98/106 cv mostrou seu valor. Como estava abastecido com gasolina, ele desenvolvia a menor potência, mas nada que tenha afetado o desempenho.

O propulsor pode até ter uma arquitetura antiga, mas move bem os 1.085 kg do sedã. Embora carregado, era fácil manter os 120 km/h constantes. Outro ponto positivo é a boa estabilidade do modelo. Entretanto, ele só não tira uma nota 10 neste quesito por sofrer um pouco com ventos laterais. Apesar disso, sua suspensão segura bem a carroceria, mas tem acerto mais voltado para o conforto.

No anda e para das cidades paulistas, o câmbio automático de seis marchas colabora para uma condução menos cansativa. E se na estrada o carro fez a boa marca de 17 km/l, na cidade o consumo também foi bom, marcando 9,2 km/l com o combustível derivado do petróleo. Isso mesmo com o ar-condicionado ligado.

Raio-X

Chevrolet Prisma LTZ 1.4 AT

Motorização: 1,4l 8 válvulas  98 cv/106 cv a 6 mil RPM (etanol/gasolina)

Torque máximo líquido: 13 kgfm/13,9 kgfm a 4.800 RPM (etanol/gasolina)

Transmissão: automático de seis velocidades

Dimensões: 4,28 m x 1,70 m x 1,47 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,52 m

Tanque de combustível: 54 L

Consumo médio: 9,2 km/l na cidade e 17 km/l na estrada com gasolina (pelo computador de bordo)

Porta-malas: 500 L

Peso em ordem de marcha: 1.085 kg

Preço: R$ 72.140

Pontos positivos: espaço interno e do porta-malas, bancos confortáveis e economia de combustível

Pontos negativos: Preço, espaço traseiro para a cabeça e uso excessivo de plástico na cabine

Qualidade da cabine

Por ser a versão mais completa do Prisma, a LTZ tem um acabamento mais caprichado. Os bancos são em couro e tem acabamento bicolor em preto e marrom. A combinação também é usada no painel, o que confere um ar mais sofisticado ao ambiente. Por ser um carro popular, há muito plástico e pouco tecido no acabamento, mas tudo é bem encaixado e sem aspecto simplório.

Vale a compra?

Topo de linha da gama, este modelo tem preço inicial de R$ 65.790. Entretanto, para adicionar o câmbio automático e a pintura branca, o valor sobre para R$ 72.140. Quem deseja um modelo do Prisma que dispense a troca de marchas, há outras opções dentro da gama do sedã, como as versões Advantage (R$ 61.290) e LT (R$ 66.190).

Com o lançamento do Onix Sedan confirmado, o futuro das versões mais caras do modelo da Chevrolet é incerto, sendo que a tendência é que elas abram espaço para o novo modelo.

Sendo assim, talvez o melhor seja aguardar pelo próximo lançamento ou apostar em descontos no modelo atual.

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