Latam pede recuperação judicial nos EUA; veja companhias afetadas pela pandemia

O grupo Latam Airlines entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. A ação, que tem relação direta com os impactos causados pela pandemia da covid-19, inclui as afiliadas dos seguintes países: EUA, Chile, Peru, Equador e Colômbia.

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Segundo o comunicado oficial divulgado pela empresa, a reestruturação voluntária da dívida será realizada sob a proteção do Capítulo 11 da lei dos Estados Unidos, com o apoio das famílias Cueto e Amaro, e da Qatar Airways, dois dos maiores acionistas da Latam. Juntos, eles já ofereceram um suporte financeiro de US$ 900 milhões.

A previsão é de que a companhia continue operando enquanto se adapta à nova realidade do mercado. “A Latam pretende contar com um alívio específico que permitirá ao grupo pagar funcionários, cumprir obrigações em relação a benefícios, pagar fornecedores críticos e realizar outras operações comerciais diárias à medida que trabalha com o tribunal e os credores para resolver seu caso. Com a proteção do Capítulo 11, a equipe de gestão do grupo permanecerá a mesma e continuará a liderar a Latam durante o processo de reorganização e transformação”, destaca a empresa no comunicado oficial.

Vale a pena ressaltar que as subsidiárias de países como Brasil, Argentina e Paraguai não fazem parte do processo. “A Latam e suas afiliadas também estão em discussões com seus respectivos governos no Chile, Brasil, Colômbia e Peru para apoio na obtenção de financiamento adicional, na proteção de empregos sempre que possível e na minimização de disrupções nas operações”, diz a nota oficial.

Lufthansa pede ajuda ao governo alemão 

A Lufthansa, uma das maiores companhias aéreas da Europa, também foi muito afetada pelas medidas impostas pela pandemia. Recentemente, o governo alemão decidiu ajudá-la com um pacote de resgate de 9 bilhões de euros, passando a controlar 20% das ações da empresa. No caso de uma possível tentativa de compra por uma terceira parte, Berlim pode aumentar sua fatia em mais 5%, com o objetivo de proteger empregos.

Alitalia pode ser nacionalizada 

Os problemas financeiros marcaram a trajetória da Alitalia ao longo dos últimos anos. Em 2017, a empresa aérea recebeu um investimento do grupo Etihad Airways, que hoje é responsável por 49% das ações da companhia italiana.

Com a crise econômica causada pelo novo coronavírus, o governo da Itália elaborou uma proposta para tentar nacionalizar a Alitalia. O objetivo é oferecer ajuda financeira e obter controle total ou majoritário da empresa, que ainda não se pronunciou sobre a oferta.

South African encerra atividades 

A South African, que já tinha anunciado a saída do mercado brasileiro em fevereiro deste ano, encerrou suas atividades no início de maio. A previsão é de que os sócios da companhia se juntem ao governo do país e a outros interessados para criar uma nova empresa aérea.

Apesar de ter o encerramento de atividades decretado pelo poder público, a South African afirmou que continuará operando algumas rotas específicas durantes os próximos meses. Entre elas, voos de repatriação e de cargas.

Norwegian passa por reestruturação financeira

A Norwegian Air Shuttle precisou de suporte financeiro para conseguir se manter no mercado. A empresa low cost recebeu cerca de US$ 300 milhões do governo da Noruega. Empresas privadas, como o Bank of China, também investiram dinheiro no negócio.

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Maria Beatriz Vaccari
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