Tags

Notícias

Manual, automática, DCT e CVT: conheça os tipos de transmissão que existem atualmente

Atualmente, a diversidade dos tipos de transmissão é grande. Para se ter uma ideia, o Garagem360 já avaliou modelos manuais, automáticos, automatizados de dupla embreagem – ou DCT, além dos que utilizam as caixas CVT. A maioria até consegue realizar a troca de marchas sem a participação do motorista. Porém, apesar dessa semelhança, cada uma conta com características de desempenho diferentes.

Quer ganhar um e-book exclusivo com dicas para cuidar melhor de seu veículo? Assine nossa newsletter neste link.

Para entender melhor como cada uma delas funciona, o Garagem360 conversou com Leandro Perestrelo, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da FEI. Abaixo, entenda quais as vantagens de cada sistema, além de conferir as principais características de desempenho de cada um deles.

Tipos de transmissão: automatizada

O câmbio manual ainda é o mais popular no Brasil. Basicamente, seu sistema é composto por uma caixa de transmissão e uma embreagem. A automatizada, também conhecida como robotizada, pode ser apontada como uma evolução desse tipo de transmissão. Para realizar a troca sem a participação do motorista, ela conta com atuadores para realizar a tarefa.

Desde a década passada, diversas marcas têm lançado suas versões para o sistema. Na Fiat, por exemplo, ele já foi batizado de Dualogic, mas hoje é conhecido como GSR. A Volkswagen chama o seu de I-Motion, enquanto a transmissão da Chevrolet era conhecida como Easytronic.

Os nomes podem até variar, mas o funcionamento é o mesmo. “Nesse sistema, basicamente pega-se um câmbio manual e uma embreagem convencional, e colocam-se atuadores controlados por computadores para fazer o acionamento de ambos”, explica Leandro.

Por mais que consigam realizar a troca de marcha sem o condutor, esse sistema sempre foi alvo de críticas por conta dos trancos. “O funcionamento é basicamente como em um carro manual. Quando a embreagem é acionada, o motor para de fornecer torque para o câmbio, que por sua vez para de enviar às rodas. Como a aceleração é interrompida, o corpo tende a sentir como se fosse um tranco”, afirma o professor.

DCT – dupla embreagem

No Brasil, é comum que o sistema DCT seja chamado de automatizado de dupla embreagem. Apesar do nome semelhante, ambos possuem características distintas. “Nesse caso, utiliza-se uma embreagem dupla. Uma sempre vai ficar com as marchas ímpares. Já a outra, com as pares. Quando a alavanca é colocada na posição ‘D’, o câmbio engata a primeira e a segunda marcha de uma vez”, diz Leandro. “Quando a primeira embreagem desacopla, a segunda acopla quase que simultaneamente. Isso faz com que não haja a perda de torque, então a aceleração permanece contínua.”

Transmissão automática

As automáticas convencionais são aquelas que não utilizam embreagem. Em seu lugar, há um conversor de torque na maioria dos carros. “Ele acaba gerando um grande benefício para esse tipo de câmbio, já que recebe um valor de torque na entrada, e multiplica na saída. Isso faz com que a resposta seja rápida logo na partida”, conta Leandro. Da mesma maneira que acontece com as caixas DCTs, essa transmissão também não interrompe a aceleração durante as trocas de marcha.

LEIA MAIS: Toyota, Volkswagen e Ford são as marcas mais vendidas no mundo em 2018; veja a lista completa

Jaguar lança edição especial do esportivo XE

Mesmo sendo um importante aliado no desempenho, o conversor de torque já foi apontado como o responsável pelo consumo de combustível maior que o dos modelos manuais. “Faz sentido que ele seja um dos responsáveis, mas hoje, nos veículos modernos, já é possível minimizar esse efeito”, explica Leandro. “Existem transmissões de 10 marchas que têm consumo equivalente a de um modelo manual.”

CVT

Muito comum em veículos de fabricantes japonesas, as transmissões do tipo CVT também são classificadas como automáticas. Porém, seu funcionamento é completamente diferente das demais. “São modelos continuamente variáveis. A maioria usa polias de diâmetro variável e um sistema de atuadores hidráulicos, que são os responsáveis pela variação do diâmetro”, afirma o professor. “Em termos de desempenho, o princípio é que a rotação não varie muito, sendo contínua.”

Alguns carros, como o Toyota Corolla, acabam recebendo uma calibração especial que faz com que a transmissão simule algumas marchas. “Nesse caso, por uma questão de preferência do mercado brasileiro, o câmbio simula como se tivesse sete marchas”, finaliza Leandro.

Agora que você entendeu melhor como funcionam os tipos de transmissão, confira na galeria todos os carros testados pelo Garagem360 em 2018.

Newsletter

Receba com exclusividade nossos conteúdos e o e-book com dicas para cuidar melhor de seu veículo.