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Testamos: Hyundai HB20S é um carro melhor do que seu design sugere

Créditos: Leo Alves/Garagem360

Lançada em setembro de 2019, a segunda geração do Hyundai HB20 dividiu opiniões por conta do design, que era justamente um dos pontos fortes do modelo original. Passado quase um ano e meio, o desenho já foi levemente retocado, como pode ser visto na dianteira do modelo sedã testado pelo Garagem360. A grade preta caiu melhor que a anterior cromada, sendo mais discreta e elegante. Entretanto, um ponto não mudou nesse período: o três volumes continua sendo um dos melhores do segmento ao volante.

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Hyundai HB20S: além do design

Como já dito na cobertura do lançamento do carro, gosto é subjetivo. Porém, o design da traseira do hatch é o que menos me agrada. Já o HB20S, talvez por conta do caimento de sua parte posterior, é mais aceito pelos meus olhos. Dessa forma, acho seu desenho mais equilibrado e elegante que o de seu irmão menor. Nessa cor Prata Sand – que é mais dourada do que prateada – o sedã pousou bem para as fotos do teste, reforçando a impressão de que suas linhas são mais harmoniosas.

No interior, o espaço não é tão amplo quanto o do Volkswagen Virtus ou do Chevrolet Onix Plus, mas o HB20S leva bem quatro adultos. Seja na dianteira ou na traseira, os ocupantes contam com bons bancos. O do motorista apoia bem o corpo e é confortável para ser usado no trânsito das cidades. A posição de dirigir é uma das melhores do segmento, e tanto o assento quanto a coluna de direção oferecem ajustes de altura. O volante também tem o de profundidade, aspecto sempre bem-vindo.

A versão testada foi a Diamond Plus, topo de linha do três volumes compacto. Por R$ 84.390 (com a pintura metálica), ela vem equipada com o motor 1,0L TGDI turbo de 120 cv (a 6 mil rpm) e 17,5 kgfm de torque (a 1.500 rpm). E essa entrada cedo do torque, que despeja boa parte da potência em baixa rotação, faz com que o HB20S seja muito ágil na cidade. Basta encostar no acelerador para ele arrancar com desenvoltura. Seu conjunto de suspensão tem acerto exemplar, sendo boa para rodar na cidade e em rodovias, sendo gentil com os ocupantes e sem inclinar a carroceria em curvas mais fortes.

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Testamos: novo Hyundai HB20 compensa design controverso com boa experiência ao volante

Abastecido com etanol, e rodando a maior parte do tempo na cidade, o sedã encerrou o teste com média de 7,9 km/l. É menos que os 8,8 km/l atestados pelo Inmetro na tabela de consumo, mas é compreensivo pelos grandes engarrafamentos que enfrentei com o modelo. De qualquer forma, o consumo foi razoável, embora esteja próximo que o de outros modelos da categoria.

Equipamentos

A lista de itens de série do HB20S mais completo é boa. Em termos de segurança, ele conta com os controles de tração e estabilidade, quatro airbags e o obrigatório freio ABS. Há também o sistema de frenagem de emergência, capaz de frear o carro automaticamente a até 50 km/h, e o que avisa quando o carro sai da faixa de rolamento. Felizmente o primeiro não foi preciso testar no dia a dia, mas durante o lançamento do veículo ele foi aprovado. Já o segundo é eficiente mesmo quando as faixas não estão bem pintadas, sendo um bom alerta para momentos de distração ao volante.

Outros itens que se destacam é o bom sistema multimídia, que tem tela de oito polegadas e é compatível com Apple CarPlay e Android Auto e a direção elétrica leve e precisa. O ar-condicionado, embora tenha visor digital, não conta com a informação sobre a temperatura e nem a função automática. Na prática, é um sistema analógico com uma telinha, mas que cumpre bem seu papel.

Vale a compra?

Ao volante, o HB20S é um dos melhores da categoria. Seu comportamento geral é empolgante graças a agilidade do motor e da dinâmica acertada. Pelo que pede na versão mais cara, o sedã entrega um bom conjunto e que agrada para o uso que ele se propõe. Diante das qualidades, o desenho controverso fica totalmente em segundo plano. Nos carros, nem sempre beleza é fundamental, embora o sedã da Hyundai tenha lá seu charme visual. E no conjunto, ele é uma boa opção para quem busca um modelo compacto, mas com espaço suficiente para ocupantes e bagagem. Entretanto, se tivesse alguns itens a mais, como saída do ar-condicionado na traseira e (ou) portas USB, ele teria uma relação custo-benefício ainda mais atraente. Por ser um carro familiar, esses equipamentos fazem falta, mas não tiram os méritos do três volumes.

Raio-X

Hyundai HB20S Diamond Plus

Motorização: 1,0l 12v flex dianteiro transversal

Potência máxima: 120 cv a 6 mil rpm (etanol)

Torque máximo: 17,5 kgfm a 1.500 rpm (etanol)

Transmissão: automático de seis marchas (trocas manuais na alavanca e nas borboletas)

Dimensões: 4,26 m x 1,72 m x 1,47 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,53 m

Peso: 1.120 kg

Porta-malas: 475 L

Capacidade do tanque de combustível: 50 L

Consumo: 8,8 km/l (cidade) / 11 km/l (estrada) – etanol segundo o Inmetro

Preço: R$ 82.990 (R$ 84.390 como o testado)

Pontos positivos: bom ao volante, ágil e espaçoso

Pontos negativos: ausência de saída de ar e porta USB na traseira, ar-condicionado deixou de ser digital nesta geração

Nota: 7,1

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