Stellantis envia comunicado sobre correia banhada a óleo e surpreende

Saiba o que a Stellantis falou sobre correia banhada a óleo e veja a solução adotada para enfrentar o problema

Os motores com correia banhada a óleo voltaram ao centro das discussões após falhas recorrentes registradas em modelos equipados com o conjunto 1.2 PureTech.

Em comunicado recente, a Stellantis confirmou mudanças estruturais na estratégia global para substituir esse sistema em parte de sua linha.

Os carros mais rodados com esse motor apresentaram degradação precoce da correia do sistema de distribuição. Com o tempo, o material se desfaz, contaminando o óleo com resíduos de borracha.

Esse processo pode causar entupimento da bomba de óleo, comprometendo a lubrificação e resultando em falha mecânica grave.

Problema da correia dentada afetou modelos no Brasil

No mercado nacional, Peugeot e Citroën utilizaram o motor 1.2 de três cilindros aspirado por um período limitado.

Ele equipou versões do Peugeot 208 e do Citroën C3.

Apesar da curta aplicação no país, o histórico internacional do PureTech gerou preocupação entre consumidores.

Atualmente, há outra fabricante do grupo que ainda utiliza motor com correia banhada a óleo no Brasil. Porém, a empresa afirma que o projeto adotado por aqui não apresenta o mesmo problema de esfarelamento registrado na Europa.

A solução definitiva para a correia dentada: abandonar o PureTech

Inicialmente, a Stellantis estudava converter os motores PureTech para sistema com corrente de comando. No entanto, os custos de adaptação se mostraram elevados.

Diante desse cenário, os engenheiros avaliaram que seria mais viável substituir completamente a família de motores na Europa.

A alternativa encontrada foi recorrer à operação brasileira.

Correia banhada a óleo – Foto: Continental/Divulgação

Motores Firefly ganham protagonismo global

Produzidos no Brasil há cerca de uma década, os motores da família Firefly passaram a ser vistos como solução mais moderna e robusta.

No país, são fabricadas versões 1.0 de três cilindros e 1.3 de quatro cilindros, tanto aspiradas quanto turbo.

O 1.0 turbo já conta com opção semi-híbrida pronta. Já o 1.3 tem variantes em desenvolvimento que incluem sistemas semi-híbridos nas versões aspirada e turbo, além de projetos híbridos plenos, como HEV e PHEV.

A avaliação interna foi clara: fazia mais sentido levar os motores brasileiros para a Europa do que insistir na modernização do antigo PureTech.

Mudança também reflete nova fase na gestão

A manutenção do motor PureTech era associada à estratégia da antiga gestão liderada por Carlos Tavares.

Após sua saída do comando do grupo, projetos considerados prioritários perderam força, abrindo espaço para decisões mais pragmáticas do ponto de vista técnico e financeiro.

Com isso, a Stellantis sinaliza uma guinada estratégica. A substituição progressiva do PureTech por motores Firefly reforça a importância da engenharia brasileira dentro da estrutura global do conglomerado.

E você, como avalia a polêmica da correia dentada? Comente e compartilhe com outros leitores do Garagem360.

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Matheus Azevedo
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