Fiat Argo S-Design 1.3: os segredos do carro mais vendido em maio

Fiat Argo S-Design 1.3: será que é por isso que ele virou o líder?
|Foto: Leo Alves/Garagem360

O Fiat Argo S-Design não é bem uma versão do modelo, já que se trata de um kit opcional disponível na versão Drive 1.3 do hatch. No entanto, como a versão sem esse kit já foi analisada pelo Garagem360 (o teste completo pode ser visto aqui), hoje vamos focar no pacote vendido por cerca de R$ 4 mil. Ele está disponível tanto no Drive 1.0 quanto no 1.3, sendo que a segunda foi a disponibilizada para esse teste.

Fiat Argo S-Design 1.3: testamos

Em relação ao modelo Drive 1.3 convencional, a maior mudança do S-Design é em seus detalhes escurecidos no exterior. Afinal, o “S” vem de shadow, que é sombra em inglês. Com isso, ao adicionar o pacote, o comprador leva rodas de 15 polegadas com acabamento em cinza grafite, mesmo tom aplicado nos logotipos da marca italiana e no nome do carro. Já os retrovisores e o aerofólio traseiro são pintados em preto.

A unidade testada tinha carroceria na tonalidade Cinza Silverstone, que combinou bem com esses detalhes do pacote opcional. E o interior segue a mesma receita do exterior, com o teto sendo forrado em preto, assim como as colunas. Confesso que acho melhor quando a cabine é mais clara, porque passa uma sensação menos sufocante. No entanto, entendo que o S-Design faz uso do acabamento escurecido para combinar com a proposta do carro.

Bons equipamentos

Como o Argo 1.3 já passou por nossa análise em outras oportunidades, o foco vai ser nos diferenciais do pacote. Porém, vale ressaltar o bom conjunto mecânico do hatch líder de mercado em maio. Sob o capô está o propulsor de 1,3l de 109 cv de potência e 14,2 kgfm de torque.

Por mais que não sejam números expressivos, ao acelerar o carro até parece que há mais potência. Isso porque o Argo é embalado facilmente pelo propulsor, tendo bastante agilidade na cidade. Em trechos de rodovia, a relação curta do câmbio manual de cinco marchas fica evidente, já que o modelo gira alto acima dos 100 km/h. Mas nada que impeça uma viagem com o carro, por exemplo.

Mas de volta ao kit S-Design, a relação custo-benefício dele acaba tornando o pacote opcional interessante. Na versão Drive 1.3, é preciso desembolsar R$ 4.028 pelo pacote de equipamentos. E além dos já citados elementos escurecidos, ele acrescenta:

  • Ar-condicionado digital;
  • Faróis de neblina;
  • Chave presencial e partida por botão;
  • Controles de tração e estabilidade;
  • Assistente de partida em rampa;
  • Logotipos da versão.

Exceto pelos logotipos da versão, todos os demais itens são bons acréscimos. Além de tudo, os elementos escurecidos fornecem um visual diferenciado ao carro.

Vale a compra?

Se algum conhecido estivesse interessado no Argo 1.3, eu aconselharia ele a já investir no Fiat Argo S-Design. Por mais que seja necessário desembolsar mais R$ 4 mil, leva-se para casa um pacote de conteúdo que muitos concorrentes não oferecem nessa faixa de preço. Caso tivesse um câmbio automático para a versão, acredito que o Argo venderia ainda mais do que já vende. Como não há, a transmissão manual dá conta do recado e ainda diverte bem mais.

Ficha técnica

Fiat Argo S-Design 1.3

Motorização: 1,3l Firefly 8 válvulas 109 cv/101 cv a 6.250 / 6 mil RPM (etanol/gasolina)

Torque máximo líquido: 14,2 kgfm/13,7 kgfm a 3.500 RPM (etanol/gasolina)

Transmissão: Manual de cinco marchas

Dimensões: 3,99 m x 1,72 m x 1,50 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,52 m

Peso em ordem de marcha: 1.140 kg

Tanque de combustível: 48 L

Porta-malas: 300 L

Preço (no estado de SP): R$ 75.906 (como o testado)

Leo AlvesJornalista formado na Universidade Metodista de São Paulo e participante do curso livre de Jornalismo Automotivo da Faculdade Cásper Líbero, sou apaixonado por carros desde que me conheço por gente. Já escrevi sobre tecnologia, turismo e futebol, mas o meu coração é impulsionado por motores e quatro rodas (embora goste muito de aviação também). Já estive na mesma sala que Lewis Hamilton, conversei com Rubens Barrichello e entrevistei Christian Fittipaldi.
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