Elétrico de R$ 123.800 cresce 25,5%, bate Tracker e Fastback e entra no top 10

Enquanto boa parte do mercado brasileiro amargou quedas em julho, um carro elétrico nadou contra a maré e ainda subiu de posição.
O Geely EX2, hatch 100% elétrico que parte de R$ 123.800, cresceu 25,5% na parcial do mês e passou à frente de nomes conhecidos como Chevrolet Tracker e Fiat Fastback, cravando presença entre os dez automóveis de passeio mais vendidos do país.
Num momento em que vários modelos tradicionais recuaram, o EX2 somou 4.544 unidades e foi um dos poucos a exibir crescimento de dois dígitos.
Para um elétrico, categoria que ainda enfrenta resistência de parte do consumidor por causa da recarga, aparecer tão perto do topo do ranking geral é um sinal claro de que a proposta do carro está agradando.
Como o Geely EX2 se posiciona no ranking?

Para dimensionar o salto, vale colocar o elétrico da Geely ao lado dos rivais que ele superou na parcial de julho, todos no ranking de carros de passeio:
- Geely EX2: 4.544 unidades, com alta de 25,5% sobre junho.
- Chevrolet Tracker: 3.864 unidades, avanço mais modesto de 4,2%.
- Fiat Fastback: 3.791 unidades, crescimento de 7,3%.
A diferença para o Tracker passou de 680 carros, e para o Fastback ficou perto de 750.
Ou seja, não foi uma ultrapassagem apertada: o EX2 abriu vantagem consistente sobre dois SUVs a combustão bem estabelecidos no gosto do brasileiro.
Por que um carro elétrico está vendendo tanto?
Com valor de partida de R$ 123.800 na versão Pro, o EX2 se posiciona como um dos elétricos mais acessíveis à venda no Brasil, brigando de igual para igual com SUVs e hatches equipados a combustível.
Esse posicionamento derruba uma das maiores barreiras de entrada dos carros a bateria, que historicamente custam bem mais que os equivalentes tradicionais.
Há também o peso institucional por trás da marca.
A Geely é uma das maiores montadoras do mundo, dona de nomes como Volvo, e opera no Brasil em parceria com a Renault, o que dá ao comprador uma rede de apoio mais robusta do que a de algumas concorrentes chinesas recém-chegadas.
Esse respaldo ajuda a tranquilizar quem hesita diante de uma marca nova no país.
O que o comprador leva por esse preço no Geely EX2?
Na parte técnica, o EX2 traz algumas escolhas incomuns para um elétrico de entrada. O motor fica no eixo traseiro, garantindo tração traseira (RWD), uma configuração rara e mais sofisticada nessa faixa de preço.
São 116 cv de potência e 150 Nm de torque, números que levam o hatch de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos, com velocidade máxima limitada a 140 km/h.
A autonomia é um dos trunfos do pacote. A bateria de tecnologia LFP, com 39,4 kWh, rende alcance oficial de 289 km pelo Inmetro, suficiente para a rotina urbana de quem recarrega em casa ou no trabalho.
Nas dimensões, o EX2 mede cerca de 4,13 m de comprimento, com 2,65 m de entre-eixos, o que o torna maior que rivais diretos como o BYD Dolphin Mini.
O porta-malas comporta 375 litros e ainda há um bagageiro dianteiro de 70 litros, aproveitando a ausência do motor na frente.
Mesmo na versão Pro, de entrada, o carro não decepciona no equipamento:
- multimídia de 14,6 polegadas;
- painel digital de 8,8 polegadas;
- seis airbags;
- faróis de LED automáticos;
- seletor de modos de condução fazem parte da lista.
A versão Max, mais cara, acrescenta itens como rodas de liga leve, câmera 540 graus e carregador por indução.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias









