Geely EX2 vale a compra? Ele vence em espaço e autonomia, mas falha no básico

O Geely EX2 já provou que sabe conquistar espaço no mercado brasileiro, chegando a superar modelos consolidados como a Chevrolet S10 no ranking geral de vendas.
Mas números de emplacamento não contam toda a história. Depois de reunir os principais pontos fortes e fracos do hatch elétrico, fica mais fácil entender se ele realmente vale o investimento.
Onde o EX2 se destaca
Espaço que engana pelo tamanho externo
O ponto mais elogiado do EX2 é o entre-eixos de 2,65 metros, medida que empata com a de um Volkswagen T-Cross.
Mesmo com dimensões externas compactas de hatch, o carro entrega espaço para pernas, ombros e cabeça equivalente ao de um SUV compacto, algo raro na categoria.

Autonomia competitiva no dia a dia
Com bateria capaz de entregar 289 km pelo ciclo do Inmetro, o EX2 cobre bem a rotina da maioria dos motoristas urbanos.
A recarga rápida também ajuda: de 30% a 80% em cerca de 21 minutos em carregadores compatíveis, segundo a marca, reduzindo a espera em viagens mais longas.
Porta-malas generoso e um espaço extra
Além dos 375 litros no porta-malas tradicional, o EX2 aproveita o espaço livre sob o capô, já que o motor fica no eixo traseiro, para oferecer um compartimento extra de 70 litros.
É um diferencial prático para guardar cabos de recarga sem disputar espaço com bagagem.
Preço competitivo em toda a linha
A versão de entrada, a Pro, custa R$ 119.990, o mesmo valor do BYD Dolphin Mini GL.
Já a versão mais completa, a Max, sai por R$ 136.800 e ainda se mostra competitiva frente ao Dolphin GS, com aceleração de 0 a 100 km/h mais rápida que a do rival da BYD.
Onde o EX2 perde pontos:
Assoalho alto prejudica a ergonomia
O mesmo entre-eixos que garante tanto espaço tem um efeito colateral: a bateria posicionada sob o piso eleva o assoalho da cabine, o que muda a posição das pernas do motorista e pode incomodar em trajetos mais longos, especialmente para pessoas mais altas.
Faltam itens considerados básicos no Geely EX2
Mesmo na versão mais completa, o EX2 não oferece ajuste de profundidade do volante, ar-condicionado digital ou limpador de vidro traseiro.
São detalhes pequenos individualmente, mas que pesam na hora de comparar com rivais diretos que já entregam esses itens de série.
Garantia limitada em quilometragem
A cobertura de seis anos parece generosa à primeira vista, mas tem um limite de 150 mil quilômetros, incluindo bateria e motor. Para quem roda muito, esse teto pode chegar mais rápido do que o esperado.
Suspensão e ângulo de ataque exigem cuidado
O ângulo de ataque baixo, somado ao curso curto da suspensão, deixa o carro mais vulnerável a batidas em ruas esburacadas ou lombadas mal sinalizadas, um ponto de atenção para quem enfrenta pavimento irregular no dia a dia.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias









