BYD Dolphin Mini vende o dobro e sofre depreciação 4 vezes menor que o Dolphin

Dentro da própria família BYD, o irmão caçula está dando uma verdadeira aula de como manter valor.
O BYD Dolphin Mini não só lidera com folga o mercado de elétricos no Brasil como também segura o preço no mercado de usados muito melhor que o Dolphin, seu parente maior e mais caro.
Para quem pensa em comprar um elétrico como investimento inteligente, os números falam alto.
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BYD Dolphin Mini domina as vendas
O compacto virou um fenômeno de emplacamentos. Entre janeiro e junho de 2026, o BYD Dolphin Mini registrou 35.681 unidades emplacadas, número que o coloca com folga na liderança dos elétricos no país.
Na sequência, como vice-líder, aparece o próprio BYD Dolphin, com 18.054 unidades, somando suas versões GS, SE e Plus.
Na prática, o modelo de entrada vendeu praticamente o dobro do irmão maior no período, uma diferença de quase 18 mil carros entre os dois.
Em terceiro lugar veio o Geely EX2, com 14.780 unidades, ajudado pelos preços competitivos e pelo bom pacote de equipamentos.
O apelo do Mini tem explicação clara no bolso.
Ele parte de R$ 118.990 na versão GL, com bateria de 30 kWh e autonomia de 224 km, enquanto a configuração GS custa R$ 119.990, traz bateria de 38,8 kWh e alcança 280 km pelo ciclo do Inmetro.
A revanche no mercado de carros usados

Se nas vendas o Mini já leva vantagem, na revenda o abismo entre os dois se torna ainda mais evidente.
Um levantamento da consultoria Indicata mostrou que o Dolphin Mini apresentou desvalorização de apenas 3,58% após um ano de uso, considerando veículos com 12 mil quilômetros rodados.
O Dolphin, por sua vez, ficou bem atrás nesse quesito. O hatch maior registrou queda de 14,81% no mesmo período.
Fazendo a conta, a depreciação proporcional do Dolphin foi cerca de 4,1 vezes mais intensa que a do caçula.
Ou seja, além de custar mais caro, o irmão maior devolve uma fatia bem maior do investimento a quem decide trocar de carro.
Por que os elétricos de entrada seguram o preço?
O bom desempenho do Mini não é um caso isolado dentro do estudo.
Uma pesquisa revelou que os elétricos mais vendidos vêm apresentando baixa desvalorização, contrariando a percepção comum sobre esse tipo de veículo.
Outros modelos de grande volume seguiram a mesma toada, caso do BYD Yuan Pro, com queda de 8,68%, indicando maior estabilidade nos segmentos mais populares.Houve até quem escapasse totalmente da depreciação.
O GWM Ora 03 chegou a registrar valorização de 3,72% nos preços anunciados, destoando da tendência geral do mercado.
Já as quedas mais acentuadas tiveram um motivo específico.
Variações maiores, de até 21,23%, ficaram concentradas em modelos como o BYD Seal, que passaram por ajustes relevantes nos preços de tabela do zero-km desde o lançamento, algo que impacta diretamente o valor dos seminovos.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias









