Geely EX2 é moderno, mas falhas simples podem irritar no uso diário

O Geely EX2 é um dos fenômenos do mercado brasileiro em 2026: foram quase 15 mil unidades emplacadas só no primeiro semestre, produção nacional já confirmada para o fim do ano e status de queridinho entre motoristas de aplicativo.
O hatch elétrico é moderno, bem equipado e tem visual que chama atenção nas ruas, mas não é perfeito. Existem três falhas simples que podem irritar bastante no uso diário.
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[/lazy_recomendador]1. Espelhamento de celular com “porém”
A central multimídia de 14,6 polegadas é um show à parte: enorme, com imagem de altíssima qualidade e sistema fácil de usar.
Desde março de 2026, a Geely corrigiu uma das maiores críticas ao carro e liberou o Android Auto e o Apple CarPlay. Só que a solução veio pela metade.
O espelhamento funciona apenas por cabo e por uma entrada USB do tipo A, o padrão antigo, um contrassenso em um carro que se vende como vitrine de modernidade.
Durante o teste, o pareamento ainda travou algumas vezes, mesmo que por poucos instantes.
E há outro detalhe capaz de tirar do sério quem usa GPS: na configuração de fábrica, ao acionar a seta, a imagem das câmeras de auxílio se sobrepõe ao mapa de navegação na tela.

2. Ângulo de ataque que raspa fácil
O vão livre do solo de 16 cm até é razoável, e a suspensão tem calibragem competente.
O problema está na geometria: o EX2 tem ângulo de ataque de apenas 19 graus, medida pequena para a realidade das ruas brasileiras.
Na prática, isso significa raspar a dianteira com facilidade em valetas, rampas de garagem e desníveis mais bruscos que dói no ouvido de qualquer dono de carro novo.
3. Suspensão de curso curto
A parceria da Geely com a Renault no Brasil rendeu uma adaptação da suspensão para o nosso piso, com arquitetura McPherson na frente e um surpreendente conjunto multilink na traseira.
O acerto é bom, mas esbarra em um limite físico: o curso das molas e amortecedores, principalmente na dianteira, é curto demais para ruas esburacadas.
O resultado aparece com frequência no dia a dia: o EX2 acusa pancadas secas ao atingir o fim de curso ou bater no batente da suspensão em buracos e lombadas mais agressivas.
| Falha | O problema na prática |
|---|---|
| 📱 Projeção de celular | Android Auto e CarPlay só por cabo, em porta USB-A (padrão antigo); pareamento travou no teste e a câmera cobre o mapa ao dar seta |
| 📐 Ângulo de ataque | Apenas 19°, fácil de raspar a dianteira em valetas, rampas e desníveis, apesar do vão livre de 16 cm |
| 🕳️ Curso da suspensão | Molas e amortecedores curtos, sobretudo na frente: o carro acusa pancadas de fim de curso em pisos esburacados |
Vale a pena comprar o Geely EX2?
Nenhum dos três problemas é grave a ponto de condenar o EX2 — tanto que o elétrico segue imbatível em quesitos como custo por quilômetro rodado, equipamentos pela faixa de preço e agilidade urbana.
Mas são justamente as falhas pequenas e repetitivas que mais desgastam a relação com um carro no dia a dia: o cabo que trava, a dianteira que raspa, a pancada seca no buraco.
A boa notícia é que parte disso tem solução via software ou evolução de projeto e, com a produção nacional chegando ainda em 2026, a Geely terá a chance de lapidar esses detalhes.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Instagram: @manueldiasoficial