Geely EX2 tem bom custo-benefício, mas deixa ausências difíceis de engolir

O Geely EX2 desembarcou no Brasil com uma missão clara: bagunçar o segmento dos elétricos compactos e tirar o sossego da BYD.
Vendido a partir de R$ 119.990 na versão Pro e por R$ 135 mil na topo de linha Max, o hatch chinês entrega um pacote difícil de ignorar pelo preço, mas os testes indicam que existem pontos à melhorar.
O Geely EX2 chegou ao Brasil com a faca nos dentes. Vendido a partir de R$ 119.990 na versão Pro e por R$ 135 mil na topo de linha Max, o hatch elétrico entrega números que assustam a concorrência.
Porém, existem pontos que pesam contra o modelo e merecem atenção antes da assinatura do contrato.
O que joga a favor do EX2

Antes das ressalvas, é justo reconhecer os méritos.
O motor traseiro de 116 cv e 15,4 kgfm, combinado ao peso baixo de cerca de 1.300 kg, leva o EX2 de 0 a 100 km/h em 9,7, quase dois segundos mais rápido que o rival direto BYD Dolphin GS.
A autonomia urbana projetada passa dos 400 km, e a recarga rápida recupera de 30% a 80% da bateria em cerca de 21 minutos.
A conta de energia também ajuda: recarregar em casa custa pouco mais de R$ 30, bem menos do que encher o tanque de qualquer compacto a combustão.
Some-se a isso seis airbags de série, bom espaço interno e suspensão independente nas quatro rodas, e o pacote parece imbatível. Parece.
Geely EX2 e a garantia com quilometragem limitada
O primeiro balde de água fria está na letra miúda da garantia. No papel, os prazos impressionam: seis anos para o veículo e oito anos para o conjunto elétrico.
O problema é o teto de 150 mil km de cobertura, que vale inclusive para uso particular. e engloba justamente os componentes mais caros do carro, como bateria, motor e inversor elétricos.
Na comparação com o arquirrival, a desvantagem fica escancarada: o BYD Dolphin oferece seis anos sem limite de quilometragem para pessoa física.
Para quem roda muito, como motoristas de aplicativo, público que a própria Geely corteja com o baixo custo por km rodado, o limite pode ser atingido bem antes do prazo.
A política já virou motivo de reclamação pública de consumidores que desistiram da compra, e tende a respingar também no valor de revenda, já que o comprador de usado prefere garantias sem amarras.
Itens básicos
O segundo ponto incômodo está dentro da cabine.
Para um carro que custa a partir de R$ 120 mil e concentra tudo na central multimídia de 14,6 polegadas, o EX2 chega às lojas sem Android Auto e Apple CarPlay, o espelhamento depende de um aplicativo provisório, e a Geely promete liberar os sistemas apenas em futura atualização.
O ar-condicionado digital não tem modo automático, algo presente em carros bem mais baratos; a coluna de direção só ajusta em altura, e com curso limitado.
Além disso, os comandos físicos se resumem ao mínimo, obrigando o motorista a navegar por menus na tela até para funções corriqueiras.
Na versão Pro, de entrada, a economia aparece até nas rodas, que trocam a liga leve por calotas.
Vale a pena?
O EX2 repete a estratégia agressiva que consagrou o Dolphin em 2023 e deve mesmo forçar a concorrência a mexer nos preços.
O custo-benefício existe, mas quem for às concessionárias precisa colocar na balança se a garantia com teto de quilometragem e as ausências a bordo cabem na sua rotina.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Instagram: @manueldiasoficial