Gigante de concreto: Brasil e China iniciam construção da maior ponte da América Latina em 2026

O cenário da infraestrutura brasileira está prestes a mudar radicalmente. Com início das obras confirmado para junho de 2026, a Ponte Salvador–Itaparica promete ser um marco da engenharia global. Fruto de uma parceria estratégica entre o Brasil e um consórcio de gigantes chinesas (CCECC e CCCC), o projeto terá um investimento massivo de R$ 11 bilhões.

Brasil e China iniciam construção da maior ponte da América Latina em 2026

Com 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar, a estrutura assumirá o posto de maior ponte da América Latina, superando referências internacionais como a Ponte Vasco da Gama, em Portugal.

A magnitude do projeto impressiona não apenas pela extensão, mas pela complexidade técnica dividida em três frentes principais:

  • Trecho Estaiado: O vão central terá 900 metros de comprimento e uma altura de 85 metros (equivalente a um edifício de 28 andares). Essa elevação é crucial para permitir o tráfego de grandes petroleiros e navios transatlânticos.

  • Capacidade Viária: A ponte contará com pistas duplas e duas faixas de rolamento em cada sentido, além de uma terceira faixa dedicada inicialmente ao acostamento.

  • Conexões: Serão construídos 4,6 km de acessos em Itaparica e 6,9 km em Salvador.

Brasil e China iniciam construção da maior ponte da América Latina em 2026 – Foto: Reprodução

A previsão é que a estrutura seja entregue em 2031, substituindo o atual sistema de ferry-boat e conectando de forma definitiva a capital baiana à Ilha de Itaparica.

Impacto Econômico e Geopolítico

A viabilização do empreendimento ganhou fôlego renovado após o 3º Fórum Bahia–China em novembro de 2025. Mais do que uma solução logística para reduzir o tempo de viagem, a ponte simboliza o estreitamento das relações comerciais e tecnológicas entre os dois países.

Para a Bahia, a obra significa uma revolução no turismo e no escoamento de mercadorias, integrando regiões que historicamente dependiam do transporte marítimo lento para se conectar ao centro econômico do estado.

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