Inflação de 56% nas corridas de app afeta motoristas: veja lucro real em 2026
Corridas de app sobem 56% e pressionam motoristas. Veja o lucro médio por capital e o novo PL 152/2025 em debate
O aumento de 56% no custo das corridas em 2025 gerou um abismo entre o valor pago pelo usuário e o ganho real dos motoristas de app. Esse cenário pressiona por novas leis e revisões nos algoritmos das plataformas de mobilidade.
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Diferença entre preços e ganhos afeta motoristas de app em 2026
Os motoristas de aplicativo não estão nada contentes. Dados recentes do IBGE revelam uma alta expressiva de 56,08% no custo das corridas por aplicativo, um movimento que impacta diretamente o bolso do passageiro, mas que não se reflete de forma proporcional na conta dos motoristas.
Esse descompasso estrutural levanta discussões sobre a transparência da precificação dinâmica e o impacto dos algoritmos na vida de quem está ao volante dia após dia.
Estudos realizados pela Universidade de Oxford e pela Columbia Business School, reforçam que o aumento nos descontos aplicados pelas plataformas tem corroído a margem de lucro dos profissionais nos últimos anos.
No Brasil, por exemplo, o dilema entre o lucro corporativo das gigantes de tecnologia e a renda digna dos condutores se tornou o ponto central do setor de transporte individual.
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Qual o lucro médio dos motoristas de app por capital?
Para entender a viabilidade da profissão em 2026, é preciso olhar para a renda líquida, ou seja, o que sobra após pagar combustível, manutenção e impostos. Um levantamento da plataforma GigU detalha como os ganhos variam conforme a localidade e a intensidade da carga horária.
Veja só:
| Capital | Jornada semanal | Lucro líquido médio (R$) |
| São Paulo | 60 horas | R$ 4.252,24 |
| Belo Horizonte | 54 horas | R$ 3.554,58 |
| Rio de Janeiro | 54 horas | R$ 3.304,93 |
Embora os valores superem ocupações tradicionais, a jornada exigente (que pode chegar a 60 horas em São Paulo) é um reflexo da necessidade de compensar as taxas elevadas retidas pelas empresas de mobilidade.
Regulação: Projeto de Lei Complementar 152/2025
Diante de tanta inflação alta e ganhos pressionados, o Congresso Nacional discute o PL 152/2025. A proposta visa trazer previsibilidade financeira aos motoristas e limitar o poder das plataformas sobre os rendimentos.
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Limite de comissão e novas regras
O projeto sugere que a comissão retida pelas empresas não ultrapasse o teto de 30%. Atualmente, a volatilidade desse desconto é uma das maiores reclamações da categoria.
Enquanto os motoristas buscam maior segurança jurídica e financeira, as plataformas argumentam que limites rígidos podem desequilibrar a oferta do serviço e aumentar ainda mais os preços para o consumidor final.
O desafio para 2026 será encontrar o equilíbrio entre a eficiência tecnológica dos algoritmos e a sustentabilidade econômica de quem sustenta a operação nas ruas diariamente. A regulação do setor promete ser o grande divisor de águas para a mobilidade urbana digital no Brasil.
Você acredita que limitar a comissão das plataformas em 30% vai ajudar o motorista ou pode acabar prejudicando o preço final para o passageiro? Comente aqui!
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.

