Tracker avança 12,9%, mas fica em 5º entre SUVs e cobra R$ 180,8 mil sem saída de ar atrás

O Chevrolet Tracker vive um paradoxo: cresce em vendas e se mantém entre os SUVs mais procurados do país.
Porém, cobra quase R$ 181 mil na versão de topo e ainda deixa de fora itens básicos, como a saída de ar-condicionado para quem viaja atrás.
Vende bem, mas não lidera
Os números mostram um SUV em recuperação. O Tracker cresceu 12,9% em relação a junho e voltou ao top 5 do segmento, com 4.627 unidades emplacadas até o dia 29 de julho.
Só que ele fica na 5ª posição, atrás de rivais como o VW Tera (líder), o T-Cross, o BYD Song e o Hyundai Creta.
Em outras palavras, vende bem, mas está longe de dominar, e boa parte disso se explica quando olhamos o que ele entrega pelo preço cobrado.
Detalhe que incomoda: sem ar atrás por quase R$ 181 mil
Mesmo na versão Premier, que custa perto de R$ 181 mil, o Tracker não oferece saídas de ar-condicionado para os passageiros do banco traseiro.
Pode parecer um detalhe, mas num carro dessa faixa de preço é um deslize que pesa, especialmente no calor brasileiro e para quem leva família ou passageiros atrás com frequência.
Rivais mais baratos entregam esse item sem drama, o que faz a ausência doer ainda mais.
Onde mais o Tracker fica devendo?
O problema do ar não vem sozinho. Para o valor cobrado, o Tracker acumula outras limitações que os concorrentes resolvem melhor:
- Espaço traseiro apertado: o entre-eixos de 2,57 m é um dos menores da categoria, o que reduz o espaço para as pernas atrás.
- Porta-malas modesto: os 393 litros ficam abaixo de rivais como Fastback, Duster e Kicks.
- Freios a tambor atrás: enquanto HR-V, T-Cross e Compass usam discos nas quatro rodas.
- Segurança básica: falta pacote de assistências mais moderno, como o piloto automático adaptativo.

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O que ele faz bem
Seria injusto só apontar defeitos, porque o Tracker tem méritos que explicam as boas vendas. O motor 1.2 turbo de 141 cv é elogiado.
Entrega bom desempenho, é econômico e vem com câmbio automático de trocas suaves.
Some a isso o visual renovado, com faróis full-LED, a central multimídia de 11 polegadas e a força da marca Chevrolet, com rede de assistência em todo o país e bom valor de revenda.
Para muita gente, esse conjunto e a confiança na marca falam mais alto que a lista de defeitos.
No fim, o Tracker é o retrato de um SUV que vende pela marca e pelo conjunto agradável de dirigir, mas que cobra caro e escorrega em itens que fazem diferença no dia a dia.
Se você prioriza dirigibilidade, economia e a tranquilidade da Chevrolet, ele entrega.
Contudo, se espaço no banco de trás e conforto para os passageiros são importantes para você, vale sentar atrás antes de decidir, de preferência num dia quente, e comparar com rivais como Creta e T-Cross, que resolvem melhor essas pendências por preço parecido.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.









