Testamos: Honda WR-V EXL 2019 tem dirigibilidade exemplar, mas ainda peca nos equipamentos

Testes 7 de fevereiro de 2019 Leo Alves 0

O Honda WR-V EXL 2019 ficou mais completo que o primeiro modelo avaliado pelo Garagem360. A novidades incluem bancos em couro, uma nova central multimídia e ar-condicionado digital. Nos testes realizados pela reportagem, o veículo se mostrou mais maduro, embora ainda deva alguns itens – como a falta de controle de estabilidade.

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Embora tente se passar por um SUV, é inegável o parentesco entre Fit e WR-V. A genética de ambos pode ser vista no desenho lateral, design interno e até mesmo na versatilidade dos bancos. Assim como no hatch, o sistema Magic Seat também faz parte dos equipamentos do crossover, o que é um ponto positivo. É fácil ampliar os 363l de porta-malas com o rebatimento dos bancos, que podem ser configurados para transportar até mesmo uma bicicleta ou uma prancha de surf na cabine.

Honda WR-V EXL 2019: vida a bordo

O espaço também é bom para quatro adultos – um quinto passageiro pode sofrer um pouco com o espaço para os ombros e para a cabeça. Mesmo com um motorista alto, quem vai atrás não fica com a perna apertada. Todos os bancos são confortáveis e abraçam bem o corpo. O condutor não fica cansado ao dirigir o modelo por algumas horas, mesmo no péssimo trânsito de São Paulo.

Raio-X

Honda WR-V EXL CVT

Motorização: 1.5l i-VTEC 16 válvulas 116 cv/115 cv (etanol/gasolina) FlexOne

Torque máximo líquido: 15,3 kgfm a 4.800 rpm/15,2 kgfm a 4.800 rpm (etanol/gasolina)

Transmissão: Automática continuamente variável (CVT)

Dimensões: 4 m x 1,73 m x 1,59 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,55 m

Peso em ordem de marcha: 1.130 kg

Tanque de combustível: 45,3 L

Consumo médio: 9,1 km/l com gasolina (pelo computador de bordo)

Porta-malas: 363 L

Preço: R$ 83.400

Pontos positivos: interior versátil, boa dirigibilidade, novos equipamentos fizeram bem

Pontos negativos: ainda deve alguns itens de série, preço alto e que o aproxima do HR-V

O WR-V mostra suas principais qualidades ao volante. Se os 116 cv do motor 1,5l i-VTEC flex parece ser pouco no papel, na prática a história é outra. O propulsor embala bem e demonstra agilidade em ultrapassagens e retomadas. Ao contrário do Fit, o câmbio automático CVT não conta com borboletas para as trocas manuais. A ausência não é tão sentida, já que ele casa bem com o motor e não compromete o desempenho. Seu consumo também é bom, encerrando o teste com 9,1 km/l de média, com gasolina. Em uma viagem entre Santo André, região metropolitana de São Paulo, e Santos, ele fez 12,4 km/l com o combustível fóssil.

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A suspensão é outro ponto que merece destaque. Segundo a Honda, ela é exclusiva para o modelo, sendo mais robusta que a utilizada no Fit, por exemplo. Seu acerto é exemplar, fazendo com que o modelo encare curvas sem medo. Ela não permite que a carroceria se incline demais, mas não é desconfortável para os ocupantes. É justa sem ser excessivamente dura.

Hora da compra

O parentesco com o Fit faz bem ao WR-V. Some-se a isso o fato de ser mais alto – e melhor preparado para os buracos brasileiros – e o resultado é um carro competente e que consegue oferecer uma boa experiência ao volante. Ao mesmo tempo, ser tão semelhante ao hatch tem suas desvantagens. É inevitável não comparar os dois carros, principalmente pelo fato do WR-V ser mais caro.

A Honda pede R$ 86.200 pela versão EXL – R$ 2.900 a mais que o valor do Fit mais completo. Apesar da diferença, o modelo “aventureiro” não tem os controles de tração e estabilidade, nem o auxilio de partida em rampa, além da falta das borboletas para troca de marcha. Por mais que seja um bom carro, ele ainda deve alguns equipamentos.