Testamos: Chevrolet Spin Premier vale a compra?

Chevrolet Spin Premier
Todos os ângulos da minivan da Chevrolet |Foto: Leo Alves/Garagem360

A Chevrolet Spin Premier é o carro com sete lugares mais barato do Brasil. No entanto, isso não quer dizer que a minivan seja barata. Dentre a gama do modelo, essa é a mais em conta a oferecer as três fileiras de bancos – e pede R$ 103.290 por isso. No entanto, o câmbio automático é opcional e faz o preço saltar para R$ 108.090. E o valor sobe ainda mais com a cor Azul Eclipse testada, chegando aos R$ 109.690. Dessa forma, a questão que fica é se vale a pena investir na minivan, ou partir para outras opções, mesmo sendo mais caras.

Chevrolet Spin Premier: o convívio

Meu primeiro contato com a Spin foi em 2018. Na ocasião, o Garagem360 andou com a versão Activ7, que tem visual aventureiro e é a topo de linha da gama. Como nunca mais havia entrado na minivan, meu contato com a cabine me causou um pouco de estranheza. Primeiramente, achei o assento mais alto do que me lembrava. Porém, essa é uma sensação que sempre tive com os modelos da Chevrolet projetados na mesma época que a Spin – ela foi lançada há quase 10 anos, vale lembrar, e o Onix de primeira geração também era bem alto de se guiar.

Com isso, a sensação de dirigir a minivan é semelhante a de uma van comercial. É um pouco esquisito, mas não chega a ser desconfortável. O que incomoda mesmo é a falta do ajuste de profundidade da coluna de direção, que sempre é bem-vinda. Outro fator que causa um certo desconforto é a costura do couro do volante, que é bem pronunciado. Após algumas horas dirigindo a Spin, essa costura passa a incomodar, mas nada muito grave.

E por falar em dirigir a minivan, vale destacar seu comportamento. Como é esperado em um veículo dessa categoria, o desempenho é sóbrio. No entanto, o motor 1.8 de 111 cv dá conta do recado na hora de impulsionar o carro. Junto com o câmbio automático de seis marchas, o que se nota é um bom conjunto mecânico, mesmo já um pouco obsoleto e sentindo o peso da idade. O consumo é razoável de acordo com as informações do Inmetro (11,1 km/l com gasolina / 7,7 km/l com etanol na cidade e 12,7 km/l [g] / 9 km/l [e] em rodovias), mas dada a idade do projeto do motor, os números são bem aceitáveis.

Bom espaço

Por ser um veículo de sete lugares, o espaço interno é um dos principais requisitos procurados pelo público. Nesse ponto, a Spin vai bem – mas não tanto. Com todos os lugares montados, o ideal é deixar o terceiro banco para crianças. Já fileira do meio tem um prático trilho corrediço, que aumenta ou diminui o espaço para essa fileira e, consequentemente, para a última. No entanto, se deixar o banco muito para frente, o espaço para as pernas é bem reduzido. Dessa forma, o ideal é buscar um meio-termo para que haja uma boa harmonia de espaço para quem vai nos últimos assentos e para quem está na segunda fileira. Exceto na última fileira, quem viaja na frente e no banco traseiro tem à disposição um bom espaço para a cabeça, o que sempre é bom.

É uma pena que os dois assentos “extras” não possam ser guardados como na antiga Zafira. Com isso, ele rouba espaço no bagageiro mesmo quando não sendo utilizados. Mesmo assim, resta um bom espaço de 553 litros. Já com os sete lugares a capacidade cai para 162 litros.

Vale a compra?

Analisando a versão Premier, acredito que o mais recomendado seria partir para o modelo Activ7. Isso porque a diferença é pouca, e o modelo mais caro já traz o câmbio automático de seis marchas de série. Entretanto, esse modelo conta com um bom acabamento e equipamentos dentro do que é pedido atualmente (direção elétrica, vidros elétricos, ar-condicionado, multimídia MyLink de sete polegadas e ajuste elétrico dos retrovisores). Há também acendimento automático dos faróis e sensor de chuva.

Acontece que a Spin já é um projeto envelhecido. Comparado a outros modelos da Chevrolet, a cabine e as linhas exteriores já entregam a idade. No entanto, dentro do mercado de sete lugares, essa é a opção mais em conta. Dessa forma, caso necessite dos assentos extras, a Spin é sempre um modelo que deve ser analisado. Mesmo com os bons anos de estrada.

Ficha técnica

Chevrolet Spin Premier

Motor: 1.8 8v aspirado dianteiro transversal
Potência máxima: 111 cv (etanol) / 106 cv (gasolina) a 5.200 rpm
Potência específica: 61,8 cv/litro
Torque máximo: 17,7 kgfm (etanol) / 16,8 kgfm (gasolina) a 2.600 rpm
Tração: dianteira
Transmissão: automática de seis marchas
Suspensão dianteira: McPherson
Suspensão traseira: eixo de torção
Freios: disco nas rodas dianteiras e a tambor na traseira
Direção: elétrica
Dimensões: 4,36 m x 1,73 m x 1,68 m (comprimento x largura x altura)
Distância entre-eixos: 2,62 m
Porta-malas: 553 litros (5 lugares) / 162 litros (7 lugares)
Tanque de combustível: 53 litros
Consumo urbano: 11,1 km/l (g) / 7,7 km/l (e)
Consumo rodoviário: 12,7 km/l (g) / 9 km/l (e)
Peso: 1.207 kg
Velocidade máxima: 173 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 10,2 segundos
Preço sugerido: R$ 108.090 (em 17/5/2021 – segundo o site da marca)

Leo Alves
Leo AlvesJornalista formado na Universidade Metodista de São Paulo e participante do curso livre de Jornalismo Automotivo da Faculdade Cásper Líbero, sou apaixonado por carros desde que me conheço por gente. Já escrevi sobre tecnologia, turismo e futebol, mas o meu coração é impulsionado por motores e quatro rodas (embora goste muito de aviação também). Já estive na mesma sala que Lewis Hamilton, conversei com Rubens Barrichello e entrevistei Christian Fittipaldi.
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