Testamos: Chevrolet S10 High Country é uma picape com qualidades de sedã médio

Testes 18 de abril de 2019 Leo Alves 0

Versão mais completa da gama, a Chevrolet S10 High Country foi feita para quem precisa de toda a capacidade de carga de uma picape média diesel, mas exige um acabamento mais sofisticado. Avaliada pelo Garagem360, a grandalhona mostrou que consegue agradar nesses dois sentidos, tendo o tamanho imenso de um utilitário — são 5,36 m de comprimento — com uma cabine e dirigibilidade semelhantes a de um sedã médio.

Chevrolet S10 High Country: como anda

Assim como a Midnight avaliada anteriormente, a configuração mais completa também utiliza o motor 2,8l turbo diesel, que rende 200 cv de potência e tem 51 kgfm de torque máximo. E por mais que pese quase duas toneladas, a S10 tem fôlego para encarar os aclives da cidade e subir com desenvoltura a serra da Rodovia Anchieta.

Quer ganhar um e-book exclusivo com dicas para cuidar melhor de seu veículo? Assine nossa newsletter neste link.

Por mais que tenha um bom desempenho e grande velocidade fácil, a picape diesel conseguiu uma boa média de consumo. De acordo com seu computador de bordo, ela fechou o teste com média de 8 km/l entre cidade e estrada. Na viagem de São Bernardo do Campo a Santos o consumo foi de 13,4 km/l na rodovia, mesmo encarando a serra. Pelos números do Inmetro, o consumo na cidade é de 8,7/10,6 km/l na cidade e estrada, respectivamente.

Conforto

Guiar o utilitário faz o condutor esquecer completamente o tamanho gigantesco do veículo para grandes cidades (como as do ABC paulista). A ficha só cai quando é necessário achar alguma vaga para estacionar, seja na rua ou em um shopping, por exemplo. Em vagas demarcadas, é impossível ficar dentro do limite do comprimento. É como um cobertor curto: ou a frente fica para fora, ou a traseira invade a vaga posterior.

Raio-X

Chevrolet S10 High Country 4X4 Diesel

Motorização: 2,8l turbo diesel 4 cilindros em linha de 200 cavalos a 3.600 rpm

Torque máximo líquido: 51 kgfm a 2 mil rpm

Transmissão: automática de 6 velocidades

Tanque de combustível: 76 L

Consumo: 8 km/l cidade/estrada (pelo computador de bordo)

Dimensões: 5,36 m (comprimento); 1,87 m (largura carroceria); 1,83 m (altura)

Entre-eixos: 3,09 m

Caçamba: 1,48 m (comprimento); 1,53 m (largura); 1134 kg (capacidade máxima)

Peso: 2.016 kg

Preço: R$ 191.990

Pontos positivos: conforto a bordo, potência e economia do motor diesel

Pontos negativos: ausência do ajuste de profundidade do volante, banco do motorista é alto para quem tem mais de 1,85 m

Mesmo sendo um tanto quanto desengonçada, seu conforto a bordo e seu rodar suave lembram a de um automóvel de passeio. Exceto quando se percebe a altura dela, já que é possível ver o teto de qualquer carro à frente. O volante tem boa empunhadura e sua direção é leve para manobrar, mas firme em altas velocidades. Só lhe falta o ajuste de profundidade, que permitira uma melhor ergonomia.

Os bancos são de couro e acomodam bem os ocupantes, mas poderiam ser um pouco mais baixos. Como tenho quase 1,90 m de altura, fico em uma posição um pouco desconfortável, dirigindo como se estivesse sentado em uma poltrona. Esta altura do banco também faz com que eu precise abaixar a cabeça para enxergar o semáforo. Quem for mais baixo deve se acomodar melhor na cabine. Ao menos os ajustes são elétricos nesta configuração.

Por ser a versão mais completa, o acabamento é mais refinado que nas demais configurações, com detalhes em couro nas portas, que também abrigam um detalhe com o nome do modelo.

Equipamentos

A versão High Country também vem bem recheada. Em termos de segurança, ela é a única da gama da S10 equipada com seis airbags. Além das bolas infláveis, há o obrigatório freio ABS com EBD, controles de tração e estabilidade, alerta sonoro de colisão frontal e de mudança de faixa, cintos de três pontos para todos os ocupantes, e o alerta de pressão de pneus.

LEIA MAIS: Testamos: Chevrolet S10 Midnight tem visual marcante, mas peca na segurança

Testamos: Chevrolet S10 LTZ flex com câmbio automático agrada tanto na cidade como no campo

O ar-condicionado é digital e automático, mas só tem uma zona e não conta com saída para os passageiros traseiros. Onipresente nos modelos da marca, o sistema MyLink também equipa a picape, com tela de oito polegadas e compatível com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. No retrovisor da S10 está o sistema OnStar, serviço de concierge da marca.

Vale a compra?

A S10 é a vice-líder de seu segmento, só perdendo para a Toyota Hilux. A versão High Country custa R$ 191.990, mas é mais em conta que a concorrente japonesa, que custa R$ 200.040, de acordo com o site de sua montadora. Entre as rivais, somente a Ford Ranger e a Mitsubishi L200 custam menos na configuração topo de linha — R$ 188.990 e R$ 186.990, respectivamente.

Sendo assim, mesmo sendo um veículo caro, seu preço está dentro da realidade do segmento. E pelo pacote que oferece, com direito a acabamento mais caprichado, o veredicto é que sim, a versão High Country é uma boa opção entre as picapes médias.

Nenhum comentário até agora.

Seja o primeiro a comentar.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *