Stellantis reduz plano de Titano e Dakota de 27 mil para 16,5 mil na Argentina; demanda do Brasil pesa no ajuste

Fiat Titano é um carro bem disposto nas estradas.

A Stellantis reduziu o plano de produção das picapes Fiat Titano e Ram Dakota na fábrica de Córdoba, na Argentina.

O programa inicial previa cerca de 27 mil unidades em 2026, mas o novo cenário aponta aproximadamente 16,5 mil, uma redução superior a 30%.

O ajuste reflete uma demanda menor nos mercados interno e externo.

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Como o Brasil é o principal destino dos veículos argentinos exportados, a desaceleração brasileira aparece como um dos fatores que pressionam o ritmo de produção regional.

Quanto a Stellantis cortou do plano de Titano e Dakota?

Ram Dakota é o carro perfeito para quem passa por estradas de terra e de difícil acesso.

Ram Dakota é o carro perfeito para quem passa por estradas de terra e de difícil acesso. (Imagem: Divulgação / RAM)

Entre setembro e dezembro, a mudança é especialmente forte na Ram Dakota.

A previsão inicial era produzir cerca de 8 mil unidades nesse período, mas o novo programa aponta aproximadamente 3 mil.

Para a Fiat Titano, a projeção caiu de 1.500 para 1.000 unidades nos quatro meses finais do ano.

  • Plano anual inicial: cerca de 27 mil picapes;
  • Novo plano anual: cerca de 16,5 mil;
  • Ram Dakota no ano: aproximadamente 12 mil unidades;
  • Fiat Titano no ano: aproximadamente 4,5 mil unidades;
  • Investimento no polo de Córdoba: cerca de US$ 380 milhões.

A Stellantis afirmou que a unidade de Ferreyra está adequando os processos produtivos à evolução da demanda, mas mantém os projetos de investimento.

Isso significa que o corte atual não representa abandono da estratégia de picapes na Argentina.

Por que o Brasil pesa nessa decisão?

A Argentina depende fortemente das exportações automotivas para o mercado brasileiro.

Segundo dados citados pela imprensa argentina, o Brasil segue como principal destino da produção do país, enquanto a demanda regional mais fraca alterou o mapa das exportações em 2026.

Programa Anterior Revisado
Titano + Dakota em 2026 ~27 mil ~16,5 mil
Dakota, set.-dez. 8 mil 3 mil
Titano, set.-dez. 1.500 1.000

O mercado argentino também atravessa retração, portanto o Brasil não é o único responsável.

Ainda assim, a combinação de menor procura local e exportações mais fracas obriga a indústria a ajustar volumes para evitar estoques acima do necessário.

O corte muda os planos da Dakota e da Titano?

Por enquanto, não. A planta recebeu investimentos para se tornar um polo regional de picapes, com Titano e Dakota dividindo parte da estrutura industrial.

A Stellantis também prepara a produção local do motor 2.2 Multijet a partir de 2027.

A consequência mais imediata é uma produção mais cautelosa. Isso pode influenciar ritmo de exportação e disponibilidade.

Prém, não há anúncio de cancelamento de modelos ou de retirada da Dakota e da Titano dos mercados previstos.

O ajuste também mostra como a competição regional ficou mais dura.

Com picapes chinesas ganhando espaço e rivais tradicionais reduzindo produção, as montadoras estão recalibrando volumes mesmo depois de investimentos recentes.

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