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Opinião: Red Bull e Max Verstappen dão nó tático na Mercedes e vencem o GP dos 70 anos

Créditos: Divulgação/Red Bull Racing

A boa vitória de Max Verstappen no GP dos 70 anos começou a ser escrita na qualificação. De modo ousado, ele arriscou tudo durante a segunda parte da classificação ao optar por fazer sua volta mais rápida com o composto mais duro disponível. Por sorte, e competência do holandês, a estratégia deu certo e foi fundamental para o nó tático que ele e a equipe Red Bull deram na Mercedes neste domingo. Lewis Hamilton, ainda líder isolado do campeonato, teve que se contentar com o segundo lugar, enquanto Valtteri Bottas foi o terceiro – após sair da pole.

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GP dos 70 anos

Segunda corrida consecutiva na pista inglesa de Silverstone, a prova foi especial por diversos motivos. Primeiro palco a receber uma corrida da Fórmula 1 em 1950, o autódromo foi o escolhido para celebrar os 70 anos da categoria – o aniversário, na realidade, foi em 13 de maio. Outro fator especial foi que Hamilton chegou ao seu pódio de número 155, igualando o recorde de Michael Schumacher. Por último, esse foi o primeiro GP que a Mercedes não venceu em 2020.

Para dar uma embaralhada no jogo, a Pirelli optou por levar pneus mais macios que os da primeira prova. Como no GP da Inglaterra houve alguns furos no fim da corrida, havia um certo temor que as borrachas ainda mais macias, e menos resistentes, aguentassem ainda menos. Bem, no caso da Mercedes foi isso que aconteceu. Mesmo o composto duro (faixa branca) teve uma duração curta nos carros pretos da líder do campeonato.

Sofrendo com os pneus, Hamilton e Bottas não conseguiram fazer nada para evitar o sucesso da estratégia de Verstappen. Por ter saído com os compostos duros, e que mostraram um melhor rendimento no carro da Red Bull, Max se manteve na pista até a volta 26. Bottas, então líder, parou na 13ª para trocar os seus pneus médios (faixa amarela) pelos duros. Hamilton fez o mesmo uma volta depois. Na 32, com as borrachas já bem comprometidas, Valtteri voltou aos pits. Rápida na estratégia, a Red Bull chamou Verstappen para entrar junto com o finlandês da Mercedes, trocando os pneus médios pelos duros.

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Enquanto os dois paravam, Hamilton se manteve na pista até a volta 41. Até parecia que ele tentaria chegar ao final com aqueles compostos, já que havia roubado a liderança de Verstappen e Bottas. Porém, era nítido o desgaste de suas borrachas e ele foi para os boxes para tentar voar nas últimas 10 voltas. Mas não era o dia do inglês, que só conseguiu ultrapassar seu companheiro de equipe e teve que se contentar com o segundo lugar.

Outros destaques

Enquanto Sebastian Vettel rodava na primeira volta e fez mais uma corrida para esquecer pela Ferrari, Charles Leclerc obteve um bom resultado para o carro que tem em mãos. Quarto colocado, ele fez apenas uma parada. O bólido pode ser ruim, mas ao menos é gentil com os pneus. Eternamente pressionado na Red Bull, Alexander Albon foi consistente e saiu de Silverstone com um bom quinto lugar. É certo que a equipe seguirá o marcando de perto, mas ao menos ele correrá na Espanha, já neste final de semana, com menos peso nas costas.

Nico Hulkenberg também merece um breve destaque. Finalmente podendo largar com a Racing Point, ele esteve entre os cinco primeiros durante toda a prova. No fim, segundo a equipe, seu carro apresentou vibrações e ele precisou fazer uma nova parada. O sétimo lugar pode ser meio frustrante, mas foi um bom resultado para quem guiou o bólido cor-de-rosa pela primeira vez em uma corrida. Ele é rápido e merecia uma vaga para o próximo ano.

No fundão

George Russell se tornou o queridinho dos sábados de Fórmula 1, já que ele tem levado seu Williams para o Q2 regularmente. Só que na corrida ele não tem conseguido manter o bom desempenho. No GP dos 70 anos, ele foi apenas o 18º colocado. Nicolas Latifi foi o 19º, último carro a completar a prova. Por falar em último, coube a Kevin Magnussen ser o único a não completar a corrida. Ele ainda levou uma punição de cinco segundos por fechar Latifi em uma disputa de posição. Romain Grosjean, seu companheiro de Haas, foi discreto e ficou em 16º.

Classificação

A seguir, confira como ficou a classificação final do GP dos 70 anos.

POS NO DRIVER CAR LAPS TIME/RETIRED PTS
1 33 Max Verstappen RED BULL RACING HONDA 52 1:19:41.993 25
2 44 Lewis Hamilton* MERCEDES 52 +11.326s 19
3 77 Valtteri Bottas MERCEDES 52 +19.231s 15
4 16 Charles Leclerc FERRARI 52 +29.289s 12
5 23 Alexander Albon RED BULL RACING HONDA 52 +39.146s 10
6 18 Lance Stroll RACING POINT BWT MERCEDES 52 +42.538s 8
7 27 Nico Hulkenberg RACING POINT BWT MERCEDES 52 +55.951s 6
8 31 Esteban Ocon RENAULT 52 +64.773s 4
9 4 Lando Norris MCLAREN RENAULT 52 +65.544s 2
10 26 Daniil Kvyat ALPHATAURI HONDA 52 +69.669s 1
11 10 Pierre Gasly ALPHATAURI HONDA 52 +70.642s 0
12 5 Sebastian Vettel FERRARI 52 +73.370s 0
13 55 Carlos Sainz MCLAREN RENAULT 52 +74.070s 0
14 3 Daniel Ricciardo RENAULT 51 +1 lap 0
15 7 Kimi Räikkönen ALFA ROMEO RACING FERRARI 51 +1 lap 0
16 8 Romain Grosjean HAAS FERRARI 51 +1 lap 0
17 99 Antonio Giovinazzi ALFA ROMEO RACING FERRARI 51 +1 lap 0
18 63 George Russell WILLIAMS MERCEDES 51 +1 lap 0
19 6 Nicholas Latifi WILLIAMS MERCEDES 51 +1 lap 0
NC 20 Kevin Magnussen HAAS FERRARI 43 DNF 0

OBS*: Lewis Hamilton marcou o ponto extra por ter feito a volta mais rápida da prova

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