Memória: há 30 anos, Senna vencia GP do Japão de 1988 e era campeão do mundo
Exatamente há 30 anos, Ayrton Senna vencia o GP do Japão de 1988 e conseguia seu primeiro título mundial. Fazendo sua primeira temporada pela McLaren...
Exatamente há 30 anos, Ayrton Senna vencia o GP do Japão de 1988 e conseguia seu primeiro título mundial. Fazendo sua primeira temporada pela McLaren, o piloto alcançava a glória máxima da categoria ao eliminar as chances de título de seu companheiro de equipe, Alain Prost, então bicampeão do mundo.
Isso foi possível graças ao regulamento da época. Por conta dos descartes, apenas 11 resultados eram contabilizados, enquanto cinco não entravam na conta final. Prost foi mais constante que Senna e fez 105 pontos, mas apenas 87 foram validados. Já Ayrton fez 94 pontos, sendo que valeram 90. O brasileiro até chegou em desvantagem para disputar a prova japonesa, já que tinha 79 pontos válidos, contra 84 de Prost. Porém, ele poderia alcançar 93 tentos, enquanto que o francês só poderia chegar a 87.
GP do Japão de 1988: pole e recuperação
Disposto a ganhar seu primeiro título, Senna começou o final de semana em vantagem. No sábado, conseguiu ficar na pole, enquanto que seu concorrente à taça saiu logo atrás, em segundo. Naquele ano o carro da McLaren, associado ao motor V6 turbo de 1,5l da Honda foi soberano. Das 16 corridas, venceu 15, mesmo número de poles. Essa foi a 12ª vez na temporada que Ayrton largou na primeira colocação, sendo que ele também sairia na frente na prova seguinte, na Austrália, que foi a última de 1988.
No domingo, porém, parecia que o jogo viraria em favor de Prost. No momento da partida, o carro de Senna não sai do lugar e o francês assumiu a ponta. Para não abandonar, o brasileiro aproveitou que a reta de Suzuka é em uma descida e conseguiu fazer seu bólido pegar no tranco. Embora tenha conseguido largar, ele caiu para 14º e precisava se recuperar para tentar alcançar seu companheiro de equipe.
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Memória: Há 30 anos, Senna conquistava sua primeira vitória nas ruas de Mônaco
A partir daí, o que se viu foi um show de Ayrton. Utilizando seu talento e a superioridade de seu carro, na quarta volta ele já estava em 4º no grid. No 11º giro, o piloto consegue superar a Ferrari de Gerhard Berger e assume o terceiro lugar. Enquanto isso, Prost seguia na ponta, acompanhado por Ivan Capelli e sua March. Na volta 15, o italiano surpreende e chega à primeira posição. Ele ficaria pouco na ponta, já que o francês da McLaren recuperaria o posto logo em seguida.
Quem gostava dessa disputa era Senna, que se aproximou dos dois ponteiros e assumiu o segundo lugar na volta 19, após ultrapassar Capelli. Com um ritmo alucinante, o brasileiro estudava o melhor momento para conseguir superar seu rival. A chance veio no 27º giro, quando o francês perde tempo ao ultrapassar dois retardatários. Ayrton aproveitou a chance, superou Prost, assumiu a ponta e não perdeu mais a liderança.
Senna campeão
Após uma recuperação digna de um roteiro de filme, Ayrton foi o primeiro a cruzar a linha de chegada após 51 voltas. Prost ficou em segundo e Berger completou o pódio. Assim como em 1987, com Piquet, novamente o Brasil tinha um campeão mundial de F1, sendo este o sexto título do país na categoria.
Há quem considere o GP da Europa de 1993, em Donington Park, como a melhor corrida da carreira de Senna. Porém, por tudo que fez na prova japonesa de 1988, a vitória que valeu o primeiro título talvez seja até mais emblemática.
No vídeo abaixo é possível ver um resumo com os melhores momentos do GP do Japão de 1988, em inglês.
https://www.youtube.com/watch?v=02LbHQSg_JM
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Carros históricos
A McLaren MP4/4 de 1988 foi um dos carros mais dominantes da F1. Porém, não foi o único. Confira na galeria a seguir alguns dos bólidos que fizeram história na categoria.
- Carros Históricos F1: Lotus 49: em 1967, Colin Chapman apresentou ao mundo o inovador Lotus 49; ele trouxe novos conceitos para a F1, sendo o primeiro carro a exibir uma marca de patrocínio; também ajudou a popularizar os aerofólios na categoria, além de mudar a posição dos radiadores da frente para as laterais, conceito usado até hoje |Foto: [email protected] / ProRallyPix via VisualHunt.com / CC BY-NC-ND
- Lotus 72: outra obra prima de Colin Chapman, o Lotus 72 inovou a aerodinâmica da F1; foi o carro que deu ao brasileiro Emerson Fittipaldi seu primeiro título na categoria, em 1972 |Foto: Plbmak via Visual Hunt / CC BY-NC-ND
- McLaren M23: lançado durante a temporada de 1973, o bólido foi responsável pelo primeiro título de pilotos da equipe um ano depois, nas mãos de Emerson Fittipaldi, que se sagrou bicampeão do mundo; em 1976, deu a James Hunt seu único título de pilotos; foi aposentado em 1977 | Foto: Sum_of_Marc via Visual Hunt / CC BY-NC-ND
- Lotus 79: Colin Chapman realmente era um visionário e, em 1978, apresentou o inovador Lotus 79, que tinha seu assoalho em formato de asa invertida, sendo o primeiro carro da categoria com o recurso; o resultado foi o título de pilotos, com o norte-americano Mario Andretti, e o de construtores para a escuderia | Foto: bobaliciouslondon via Visualhunt.com / CC BY
- Renault RS10: em 1979, a Renault entrou pela primeira vez na F1; embora nunca tenha sido campeã do mundo, a máquina foi a responsável por inaugurar a primeira era turbo da categoria, que durou até 1988 |Foto: bibendum84 via Visual Hunt / CC BY-SA
- Lotus 99t: último carro guiado por Ayrton Senna na Lotus, o 99t foi o primeiro a utilizar a suspensão ativa; apesar de a inovação não ter feito muito sucesso, ajudou o piloto brasileiro a conquistar suas últimas vitórias pela equipe |Foto: BYSER via VisualHunt / CC BY
- McLaren MP4-4: em 1988, a McLaren contratou Ayrton Senna para ser seu piloto, ao lado do bicampeão do mundo Allain Prost, formando uma das maiores rivalidades da história da categoria; arrasador, o MP4-4 sobrou naquela temporada, vencendo 15 das 16 corridas que disputou, fechando com chave de ouro a era turbo e dando ao brasileiro seu primeiro título|Foto: atomicjam via Visualhunt / CC BY-NC
- Williams FW14b: o inglês Nigel Mansell, em 1992, pôde, enfim, comemorar seu título mundial de pilotos; o FW14b venceu 10 das 16 corridas daquele ano, e trouxe inovações como suspensão ativa, cujo conceito foi ampliado depois do Lotus 99t, transmissão semiautomática e controle de tração |Foto: Dan Mumford via Visual Hunt / CC BY-NC-ND
- Ferrari F2002: símbolo do domínio que a Ferrari teve no começo dos anos 2000, o F2002 reinou absoluto na temporada daquele ano, vencendo 15 das 17 corridas disputadas e deu ao alemão Michael Schumacher seu quinto título |Foto: alessio mazzocco via Visualhunt / CC BY-NC
- Ferrari F2004: mais um carro dominante da Ferrari, o F2004 ajudou Schumacher a conquistar seu sétimo e último título, o quinto consecutivo; com o bólido, o alemão venceu 13 das 18 provas daquela temporada| Foto: emperornie via Visual hunt / CC BY-SA
- Red Bull RB7: Sebastian Vettel conquistou seu segundo título a bordo de uma máquina demolidora, em 2011; o RB7 venceu 12 das 19 corridas (sendo 11 com Vettel), além de conseguir 18 das 19 poles possíveis | Foto: nic_r via Visual hunt / CC BY-SA
- Mercedes-Benz F1 W05 Hybrid: primeiro carro campeão da nova era turbo da categoria, o bólido que deu o segundo título mundial para Lewis Hamilton conquistou 16 das 19 corridas de 2014, sendo pole em 18 das 19 etapas | Foto: nhayashida via VisualHunt.com / CC BY
- Mercedes-Benz F1 W06 Hybrid: carro vencedor de 2015, deu o terceiro título de pilotos ao inglês Lewis Hamilton, o W06 foi tão dominante que conseguiu 16 vitórias em 19 etapas e 18 poles | Foto: nhayashida via VisualHunt.com / CC BY
Jornalista formado na Universidade Metodista de São Paulo e participante do curso livre de Jornalismo Automotivo da Faculdade Cásper Líbero, sou apaixonado por carros desde que me conheço por gente. Já escrevi sobre tecnologia, turismo e futebol, mas o meu coração é impulsionado por motores e quatro rodas (embora goste muito de aviação também). Já estive na mesma sala que Lewis Hamilton, conversei com Rubens Barrichello e entrevistei Christian Fittipaldi.