
O ICMS cobrado por litro de diesel deverá passar de R$ 1,17 para R$ 1,30 a partir de 1º de fevereiro de 2027, conforme os convênios aprovados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
A diferença de R$ 0,13 representa aumento de aproximadamente 11,1%, percentual superior aos 4,5% previstos para a gasolina.
As mudanças foram aprovadas em 27 de outubro de 2026 e publicadas no Diário Oficial da União no dia 28.
Quanto fica o ICMS do diesel e da gasolina em 2027?
Para diesel e biodiesel, a cobrança passa dos atuais R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro.
Já gasolina e etanol anidro terão a parcela fixa elevada de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, acréscimo de R$ 0,07.
O gás liquefeito de petróleo (GLP) também está na atualização: o valor previsto sobe de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilograma.
Em que data as novas alíquotas começam a valer?
Os convênios ICMS 127/2026 e 128/2026 estabelecem efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2027.
O órgão informou, contudo, que os estados avaliam alternativas para reduzir o montante da atualização do diesel diante da instabilidade internacional.
Portanto, uma eventual revisão posterior deve ser acompanhada antes da entrada em vigor.
Por que o percentual do diesel é maior?
O aumento percentual resulta da relação entre a diferença em reais e o valor atualmente cobrado
No diesel, R$ 0,13 sobre R$ 1,17 equivale a 11,11%. Na gasolina, R$ 0,07 sobre R$ 1,57 corresponde a aproximadamente 4,46%.
A atualização segue a metodologia de tributação por valor fixo, chamada ad rem, prevista na Lei Complementar nº 192/2022.
O cálculo considera preços médios mensais divulgados pela ANP, comparando períodos de 2025 e 2026.
O ICMS altera automaticamente o preço na bomba?
Não existe garantia de repasse integral ou imediato.
O valor final depende de custos de produção e importação, distribuição, margens comerciais e outras condições de mercado.
Para acompanhar os efeitos, o consumidor deve observar:
- Data: início previsto em fevereiro de 2027;
- Tributo: valor fixo por litro, não percentual do preço da bomba;
- Revisões: possíveis mudanças futuras, especialmente no diesel;
- Preço local: valores efetivamente praticados pelos postos.
A diferença entre os reajustes tributários não permite prever, isoladamente, quanto cada combustível custará no próximo ano.










