Hatch elétrico da Renault vende só 136 unidades e dá adeus ao Brasil

Saiba todos os detalhes do hatch da Renault que não conseguiu agradar o mercado brasileiro em 2025 e 2026

O hatch elétrico da Renault não conseguiu acompanhar o crescimento do mercado. E isso chama atenção, principalmente em um momento em que os eletrificados aceleram forte no Brasil.

Dados da Anfavea mostram que o segmento cresceu 65,5% no primeiro bimestre de 2026, com 55.961 unidades emplacadas. Hoje, os eletrificados já representam 15,9% dos carros vendidos no país em fevereiro.

Mas nem sempre ser o mais barato garante sucesso. E foi exatamente isso que aconteceu.

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Hatch elétrico da Renault não engrena nas vendas

O Renault Kwid E-Tech chegou com proposta clara: ser o elétrico mais acessível do Brasil, custando menos de R$ 100 mil.

Mesmo assim, o modelo não conseguiu agradar o público.

A reestilização lançada em outubro de 2025 durou pouco nas lojas. Em janeiro e fevereiro de 2026, foram apenas 136 unidades vendidas.

Somando com 2025, o total chega a 733 carros emplacados — número muito baixo para o segmento.

Modelo desaparece das concessionárias

Apesar de ainda aparecer no site oficial por R$ 99.990, o cenário nas lojas é diferente.

Clientes que procuram o modelo não encontram unidades disponíveis. Em muitos casos, nem mesmo é possível fazer reserva ou pedido.

Na prática, o carro desapareceu das concessionárias.

Apesar desse cenário, a montadora francesa informa que:

  • o Kwid E-Tech ainda tem estoque disponível no mercado brasileiro;
  • portanto segue à venda em nosso país.

Renault Kwid E-Tech – Foto: divulgação

Parceria com Geely muda estratégia da Renault

Parte dessa mudança está ligada à nova fase da Renault no Brasil.

A marca firmou parceria com a Geely em novembro, logo após o lançamento da reestilização do Kwid E-Tech.

Com isso, o foco passou a ser outro.

A estratégia agora prioriza modelos como:

  • Renault Koleos híbrido
  • Geely EX2, que deve assumir o espaço do elétrico compacto

Ou seja, o Kwid elétrico perde espaço dentro da própria marca. Pelo menos, é o que aponta a indústria automotiva.

Baixo custo não foi suficiente

O Kwid E-Tech tinha pontos positivos claros.

O modelo se destacava por:

  • Baixo custo de manutenção
  • Revisões mais baratas
  • Pneus convencionais (175/70 R14)
  • Peças compartilhadas com a versão a combustão

Mesmo assim, isso não foi suficiente para garantir volume de vendas.

O Kwid E-Tech chega ao fim sem conseguir acompanhar o crescimento do mercado elétrico no Brasil.

Mesmo sendo o mais barato da categoria, não conquistou o público e perdeu espaço rapidamente.

Agora, com nova estratégia e parceria com a Geely, a Renault muda o foco e deixa para trás um modelo que prometia democratizar os elétricos, mas não conseguiu se sustentar.

E você, como avalia esse cenário? Comente!

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Matheus Azevedo
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