Fiat Strada usa muito plástico e deixa motoristas altos sem ajuste ideal

Fiat Strada usa muito plástico e deixa motoristas altos sem ajuste ideal

A Fiat Strada, líder de vendas no Brasil, mostra que nem tudo são flores em sua versão Volcano 1.3 automática de R$ 138.990.

Apesar de ser a picape mais vendida, o uso exagerado de plástico e a falta de ajustes para motoristas mais altos pesam contra o modelo em 2026.

Para quem busca uma picape compacta, a Strada Volcano oferece praticidade de carro de passeio com a caçamba de uma picape.

No entanto, a ergonomia e a montagem simplória podem decepcionar, especialmente em comparativo com rivais de preço semelhante.

Plástico domina o interior e incomoda motoristas altos

Um dos principais pontos de atenção na Fiat Strada Volcano é a abundância de plástico em seu interior.

Embora a Fiat tenha variado texturas, a qualidade aparente do material deixa a desejar, especialmente considerando o preço de R$ 138.990.

Essa simplicidade, comum em veículos de trabalho, parece fora de lugar em um carro que se propõe a ser urbano.

A falta de ajuste de profundidade para o volante é outro ponto negativo gritante.

Motoristas com mais de 1,80 m de altura, como é o caso de muitos brasileiros, sentem a falta desse ajuste para encontrar uma posição de dirigir confortável. 

O ajuste vertical do volante e a regulagem de altura do banco do motorista não compensam a ausência, forçando quem é alto a se posicionar mais para trás, o que compromete o espaço para os ocupantes do banco traseiro.

Espaço traseiro apertado e isolamento acústico precário

A Strada Volcano também sofre com o espaço acanhado no banco traseiro. A configuração de cabine dupla, embora prática para o acesso com quatro portas, resulta em pouco espaço para os joelhos dos passageiros de trás.

Além disso, a ausência de saídas de ar-condicionado e a presença de apenas uma entrada USB (tipo A) tornam a experiência menos agradável.

O isolamento acústico é outro quesito que deixa a desejar.

Ruídos do motor e sons externos, como os de motociclistas no trânsito, invadem a cabine com facilidade, comprometendo o conforto durante o trajeto.

Mesmo a rival Volkswagen Saveiro, baseada em um projeto mais antigo, não apresenta um desempenho muito superior nesse aspecto.

Poucos porta-objetos e acabamento simplório

Para um carro que visa o uso urbano, a Fiat Strada poderia oferecer mais soluções de porta-objetos.

Os espaços disponíveis são pequenos, com dificuldade para acomodar itens comuns como uma garrafa de 500 ml no porta-copos. O porta-luvas, feito com materiais simples, também é reduzido e apresenta rebarbas no acabamento.

A montagem geral do veículo, focada em ser um carro de trabalho adaptado para a cidade, reflete-se em uma simplicidade que pode desagradar quem busca um acabamento mais refinado.

Apesar de ser o carro mais vendido do Brasil por anos, com 142.903 unidades emplacadas em 2025, a Strada Volcano apresenta falhas que merecem atenção antes da compra.

A Stellantis planeja lançar a próxima geração da Strada no mercado europeu, buscando torná-la um carro global. No entanto, para o consumidor brasileiro em 2026, é crucial ponderar esses pontos negativos antes de fechar negócio.

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monalisa oliveira
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monalisa oliveira

Monalisa Oliveira é formada em Jornalismo na Uninassau. Já trabalhou como redatora e revisora na Agência Astra Digital e Seu Crédito Digital. E-mail: [email protected]