Fiat Strada Volcano decepciona em ergonomia, espaço traseiro e isolamento acústico

A Fiat Strada consolidou uma liderança inabalável no mercado nacional ao registrar a marca histórica de 142.903 unidades emplacadas no acumulado do ano passado.
No entanto, o estrondoso sucesso comercial da versão Volcano 1.3 automática, comercializada pelo preço sugerido de R$ 138.990,00, convive com críticas severas por parte de especialistas e usuários no fechamento de maio de 2026.
Embora a proposta de entregar uma espécie de mini-Toro urbana atraia quem busca a versatilidade da caçamba de 844 litros, o modelo depara-se com queixas contundentes relativas ao conforto interno.
Deficiências em ergonomia e aperto no espaço traseiro
O primeiro grande obstáculo para o bem-estar a bordo da picape compacta concentra-se na sua concepção ergonômica falha.
A fabricante optou por não instalar o ajuste de profundidade na coluna de direção, mantendo apenas a regulagem de altura da peça.
Essa ausência prejudica diretamente os motoristas de maior estatura, que são forçados a recuar o banco para encontrar uma posição minimamente viável de condução nas pistas.
Esse recuo obrigatório do assento do condutor desencadeia um efeito colateral grave na segunda fileira de bancos:
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Aperto para os Joelhos: O espaço traseiro revela-se excessivamente restrito para os passageiros, deixando o vão para as pernas no limite absoluto do conforto urbano.
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Carência de Comodidades: Os ocupantes de trás sofrem com a total ausência de saídas dedicadas de ar-condicionado e dispõem de apenas uma única entrada USB para o carregamento de dispositivos eletrônicos.
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Porta-Objetos Reduzidos: O habitáculo carece de soluções inteligentes para o armazenamento de pequenos pertences diários, trazendo porta-copos pequenos e vãos limitados entre os bancos.
Isolamento acústico ineficiente e montagem simplória
Outro fator de insatisfação bastante apontado nos testes práticos diz respeito ao isolamento acústico ineficiente da cabine.
A vedação deficiente permite que os ruídos de funcionamento do motor 1.3 aspirado de 107 cv e os barulhos aerodinâmicos externos invadam o habitáculo com extrema facilidade, elevando o nível de ruído em viagens rodoviárias de longa distância.
Para completar, a qualidade construtiva interna destoa do patamar de preço de R$ 138.990,00.
A montagem abusa de plásticos rígidos de padrão simplório, exibindo uma qualidade tátil inferior à de veículos de passeio convencionais da própria marca italiana.
Embora o casamento entre o motor flex e o câmbio CVT seja elogiado pela agilidade diária, o consumidor focado em refino e conforto deve colocar esses contras ergonômicos e acústicos na balança para garantir uma transação protegida e lucrativa.
Esaú Júlio é jornalista formado pela UNICAP. Ex-Globo Esporte (TV Globo) | NE10 (SJCC) — Blog do Torcedor & Política. Passagens por BlogDoZá e Futebol Brasil. Redes sociais: IG: @esaujs | X: @Esau_Julioo








