Carro que lê o pensamento? Nova tecnologia da GM quer mudar de faixa apenas com o seu olhar

GM registra patente de tecnologia que muda de faixa automaticamente baseada no olhar do motorista. Entenda como funciona o sistema de rastreamento ocular e se essa inovação é realmente útil para o dia a dia.

A General Motors (GM) decidiu levar o conceito de “mãos livres” a um nível quase futurista. Em um novo pedido de patente registrado no início de 2026, a montadora descreve um sistema que permite ao veículo realizar mudanças de faixa automáticas baseando-se exclusivamente para onde o motorista está olhando. A pergunta que fica no ar é: será que realmente precisamos de tanta automação ou estamos cruzando a linha do excesso?

Como funciona a tecnologia da GM “Super Cruise” ocular?

A tecnologia utiliza uma câmera interna de alta definição voltada para o rosto do condutor. Através de algoritmos de rastreamento ocular, o sistema monitora os movimentos dos olhos e a direção da face para interpretar a intenção de manobra.

Se você olhar para o retrovisor lateral e fixar a visão na faixa ao lado, o sistema entende que você deseja mudar de direção e, caso os sensores externos confirmem que a via está livre, o carro executa o movimento sozinho.

Nova tecnologia da GM quer mudar de faixa apenas com o seu olhar – Imagem: Reprodução

Embora a ideia de controlar um carro com o olhar seja fascinante, especialistas do setor questionam a utilidade prática do recurso. Atualmente, o sistema Super Cruise da própria GM já é capaz de:

  • Identificar veículos lentos à frente;
  • Avaliar a segurança da pista;
  • Realizar a ultrapassagem de forma 100% autônoma, sem que o motorista precise olhar para lado nenhum.

A nova patente parece ser um meio-termo: um recurso que devolve um pouco de controle ao motorista, mas exige uma infraestrutura de câmeras e processamento que muitos consideram excessiva apenas para evitar o uso da alavanca de seta ou do comando manual.

O desafio da segurança

A grande dúvida reside nos comportamentos naturais do ser humano. Como o sistema irá diferenciar um olhar de “intenção de manobra” de um olhar distraído para uma paisagem ou um outdoor na rodovia?

A GM ainda não detalhou como evitaria mudanças de faixa acidentais, mas a patente sugere que o rastreamento ocular servirá como um “gatilho de confirmação” para o cérebro eletrônico do veículo.

Se implementada, essa tecnologia poderá aparecer nos modelos de luxo da Cadillac e da Chevrolet nos próximos anos, competindo com sistemas da BMW que já exploram sensores faciais similares. Resta saber se os motoristas vão abraçar a ideia de serem vigiados tão de perto por câmeras internas em troca de um pouco mais de comodidade.

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Robson Quirino
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Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.