Adeus, carros elétricos: Elon Musk quer lançar 49 mil satélites sozinho e focar em robô humanoide bípede

Elon Musk sinaliza mudança de rota: menos carros elétricos, mais satélites e robôs humanoides. Veja o que está por trás do plano.

Elon Musk decidiu apostar em duas frentes estratégicas ao mesmo tempo: a expansão massiva de satélites em órbita e o avanço da robótica humanoide.

Enquanto a SpaceX avança com planos para dezenas de milhares de satélites, a Tesla começa a reduzir o foco em carros elétricos tradicionais para concentrar recursos no Optimus, um robô humanoide bípede.

A combinação desses movimentos indica uma mudança clara de prioridade no império comandado por Elon Musk.

A estratégia ocorre em meio ao aumento da concorrência global no setor automotivo e à corrida internacional pela ocupação da órbita terrestre baixa, cenário que pode redefinir tanto o mercado de tecnologia quanto o equilíbrio geopolítico.

Tesla reduz produção de carros para abrir espaço à robótica

No fim de janeiro, Musk anunciou que a Tesla vai encerrar a produção dos modelos Model S e Model X, dois dos veículos mais antigos ainda fabricados pela marca.

A decisão libera espaço na fábrica de Fremont, na Califórnia, que passará a ser adaptada para a produção do robô Optimus.

Esses modelos vinham sofrendo cortes de preço recorrentes, pressionados pela concorrência crescente de elétricos chineses e europeus.

A mudança mostra que a Tesla prefere direcionar capital, mão de obra e infraestrutura para projetos considerados mais estratégicos no longo prazo.

US$ 800 bilhões, mas afinal, o que faz a Tesla custar tanto? Veja o que diz Musk

(Foto: Pixabay)

O que é o robô humanoide Optimus

Segundo a própria Tesla, o Optimus foi projetado como um robô humanoide autônomo, bípede e de uso geral, capaz de executar tarefas repetitivas, perigosas ou entediantes.

A empresa afirma que o robô já consegue realizar atividades básicas em ambiente industrial, como classificar objetos, descartar resíduos e executar rotinas simples.

Apesar das demonstrações, o projeto ainda está distante do nível de autonomia defendido por Musk, que afirma ver o Optimus como uma tecnologia capaz de tornar o trabalho humano opcional no futuro.

Carros autônomos da Tesla dividirão tecnologia com robô humanoide

Robô Optimus da Tesla (Foto: Divulgação)

Meta de produção em escala industrial

Durante uma teleconferência de resultados, Musk declarou que a Tesla pretende aumentar significativamente o número de funcionários em Fremont para acelerar a fabricação dos robôs.

A meta anunciada é ambiciosa: atingir até 1 milhão de unidades por ano no mesmo espaço antes ocupado pelos modelos S e X.

Em relatório trimestral, a empresa informou que os preparativos da primeira linha de produção já estão em andamento, com início previsto antes do fim de 2026.

Satélites entram no centro da estratégia global

Enquanto a Tesla investe em robôs, a SpaceX avança na outra frente do plano de Musk: a expansão espacial. A empresa pretende colocar cerca de 49 mil satélites da rede Starlink em órbita, ampliando o alcance da internet via satélite em escala global.

Esse movimento ocorre em paralelo a iniciativas ainda mais ambiciosas, como o pedido da China à União Internacional de Telecomunicações para lançar quase 200 mil satélites.

Especialistas alertam que projetos desse porte podem restringir o acesso de novos operadores e alterar o equilíbrio de poder na órbita terrestre baixa.

Viabilidade e disputas no espaço

Analistas questionam se esses planos são tecnicamente viáveis dentro dos prazos exigidos pela UIT. Para cumprir as regras, seria necessário manter um ritmo de lançamentos muito superior ao atual, algo que nem mesmo as maiores potências espaciais conseguem hoje.

Ainda assim, pedidos dessa magnitude podem funcionar como uma forma de reserva estratégica de espaço orbital, dificultando a atuação de concorrentes no futuro.

Um novo foco para o império de Elon Musk

Ao investir simultaneamente em robôs humanoides e megaconstelações de satélites, Elon Musk sinaliza que seu foco vai além dos carros elétricos.

A Tesla passa a integrar um projeto maior, voltado à automação em larga escala e à infraestrutura global de conectividade.

Se essas apostas vão se concretizar como prometido, ainda é incerto. O que já fica claro é que, para Musk, o futuro da tecnologia não está restrito às estradas.Ele passa também pelo espaço e pela substituição do trabalho humano por máquinas.

E você, como avalia as novas estratégias de Elon Musk? Comente!

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Matheus Azevedo
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