Índice BV dos carros usados vira para alta de 0,30% em setembro após queda de 0,01% em agosto, com preços avançando em 16 estados brasileiros

O IBV Auto subiu 0,30% em setembro de 2026, após recuar 0,01% em agosto.
O resultado devolveu sinal positivo ao indicador de preços dos automóveis leves usados.
Por isso, a alta nacional não significa valorização uniforme: 16 das 27 unidades da Federação tiveram aumento, e 11 registraram queda.
No acumulado de janeiro a setembro, o índice avançou 3,86%.
Variação no trimestre ficou abaixo de 2025
No terceiro trimestre de 2026, o IBV Auto acumulou alta de 0,36%, abaixo dos 2,04% registrados entre julho e setembro de 2025.
Nesse sentido, a comparação usa os mesmos três meses dos dois anos.
O avanço acumulado no ano também ficou abaixo dos 4,05% observados no mesmo período de 2025.
Embora o acumulado de 12 meses tenha chegado a 5,12%, o indicador manteve o resultado de agosto.
Já o acumulado anual compara nove meses, não apenas o último trimestre.
Sul lidera alta mensal entre as regiões
O Sul teve a maior variação regional em setembro, com alta de 0,75%, depois de cair 0,44% em agosto.
Por exemplo, o Centro-Oeste passou de +0,81% no mês anterior para -0,53%.
De fato, três das cinco macrorregiões terminaram setembro no campo positivo.
A diferença regional reúne trajetórias locais distintas no resultado nacional.
Entre as unidades da Federação, o Maranhão liderou os aumentos, com 1,17%, após subir 0,76% em agosto.
Mato Grosso registrou a maior queda: 1,05%, depois de avançar 1,06% no mês anterior.
Além disso, no recorte de 12 meses, o Rio de Janeiro teve a maior alta estadual, de 6,71%, seguido por Maranhão, com 6,21%, e Alagoas, com 6,13%.
O Mato Grosso anotou 2,86%, São Paulo 3,13% e Pará 3,57%, os menores acumulados.
Modelos tiveram impactos em direções opostas
Os modelos com maior contribuição ao resultado mensal também se dividiram entre altas e quedas:
- VW Gol (+1,51%), Renault Sandero (+1,88%) e Hyundai Creta (+1,39%) concentraram os principais impactos positivos.
- Honda HR-V (-1,19%), VW Polo (-0,97%) e Toyota Hilux SW4 (-1,60%) tiveram os maiores impactos negativos.
- Os percentuais representam contribuições ao IBV Auto, não uma mudança uniforme de preço de cada unidade vendida.
Os números mostram quais modelos mais influenciaram a cesta ponderada do mês.
Por outro lado, não permitem concluir que todo exemplar desses carros subiu ou caiu na mesma proporção.
Como interpretar o IBV Auto
O banco BV calcula o índice com dados de transações financiadas.
A ponderação considera o valor total negociado, combinando preço e volume; por isso, modelos mais caros e negociados pesam mais.
A base cobre automóveis leves usados e permite acompanhar variações por região e tipo de propulsão.
Assim, o indicador não equivale a preço anunciado nem à cotação de um carro específico.
Embora o IBV ajude a observar a direção do mercado, ele não substitui a análise de versão, ano, quilometragem, conservação e região na hora de negociar um usado.
A alta de setembro foi pequena no agregado e desigual no mapa. Para o comprador, comparar veículos equivalentes continua essencial antes de aceitar um preço.









