
Os carros 100% elétricos chegaram a aproximadamente 167 mil emplacamentos no Brasil entre janeiro e setembro de 2026, mais que o triplo dos 54 mil registrados no mesmo período de 2025.
A expansão alcançou 206,1%, segundo o balanço da Anfavea.
Os híbridos plug-in somaram cerca de 137 mil veículos.
Assim, os elétricos puros abriram vantagem aproximada de 30 mil unidades.
Elétricos puros crescem 206,1% em nove meses
Os chamados BEV usam bateria e motores elétricos sem propulsão a combustão.
Já os PHEV combinam motor elétrico e combustão, além de permitir recarga externa.
A alta dos elétricos puros superou a dos plug-in, que cresceram 110,7% sobre cerca de 65 mil emplacamentos de 2025.
Os híbridos convencionais também ganharam espaço, com avanço de 80,1%.
A comparação exige separar as três tecnologias, porque elas possuem custos de uso e necessidades de recarga diferentes.
- BEV: tração exclusivamente elétrica e recarga por fonte externa.
- PHEV: combinação de motor elétrico, recarga externa e combustão.
- HEV: sistema híbrido que dispensa recarga pela tomada.
O crescimento dos BEV indica maior adesão à propulsão exclusivamente elétrica.
O volume de PHEV mostra que a combinação de motor a combustão e bateria recarregável mantém relevância na transição do mercado.
Eletrificados alcançam 20,1% do mercado de leves
Somadas as tecnologias, aproximadamente 434 mil unidades eletrificadas foram emplacadas de janeiro a setembro de 2026, ante 192 mil no mesmo intervalo de 2025.
A expansão total atingiu 126,2%.
A participação dos eletrificados no mercado de veículos leves passou de 10,6% para 20,1%.
O avanço reúne diferentes motores, não apenas automóveis elétricos puros.
Recarga e produção são desafios do crescimento
O balanço informa que 262 mil eletrificados foram importados, 100 mil montados no Brasil por kits CKD ou SKD e 72 mil fabricados localmente.
A distribuição revela forte presença de unidades vindas do exterior.
Para o consumidor, os BEV exigem avaliar autonomia real, carregadores disponíveis, custo de instalação residencial e tempo de recarga em viagens.
Nos plug-in, o benefício do modo elétrico também depende da frequência de recarga.
Sem esse hábito, a condução pode se aproximar do uso de um híbrido convencional.










