
O etanol segue com vantagem clara sobre a gasolina em algumas capitais brasileiras.
Na pesquisa semanal mais recente da ANP, Cuiabá registra preço médio de R$ 4,17 para o etanol e R$ 6,97 para a gasolina.
A relação fica em 59,8%, bem abaixo do limite de 70% usado como referência rápida para carros flex.
A mesma lógica favorece o biocombustível em São Paulo e Campo Grande.
Na capital paulista, o etanol aparece a R$ 3,69 e a gasolina a R$ 6,19, proporção de aproximadamente 59,6%.
Em Campo Grande, os preços médios são de R$ 3,81 e R$ 6,29, respectivamente, o que leva a relação para 60,6%.
Cuiabá abre a maior folga entre as três capitais
O cálculo divide o preço do etanol pelo valor da gasolina. Quanto menor o percentual, maior a folga antes de chegar aos 70%.
Em Cuiabá, a distância para esse limite passa de dez pontos percentuais. São Paulo fica muito próxima, e Campo Grande também mantém vantagem confortável.
Na prática, os valores médios da pesquisa indicam este cenário:
- Cuiabá: etanol a 59,8% do preço da gasolina;
- São Paulo: relação próxima de 59,6%;
- Campo Grande: proporção de 60,6%.
Regra dos 70% funciona como atalho, não como resultado universal
A conta dos 70% parte da ideia de que o etanol rende menos quilômetros por litro.
Por isso, ele precisa custar menos que a gasolina para compensar a diferença de consumo. Essa referência ajuda na bomba, porém não substitui o consumo real de cada carro.
Há modelos flex em que o ponto de equilíbrio fica acima ou abaixo de 70%.
O cálculo mais preciso compara quantos quilômetros por litro o veículo faz com cada combustível e divide o preço pelo rendimento. Assim, o motorista transforma o preço da bomba em custo por quilômetro.
Diferença nacional é menor que nas três capitais
No levantamento nacional, o etanol aparece em torno de R$ 4,29 e a gasolina em R$ 6,58.
A relação fica perto de 65,2%, ainda abaixo dos 70%, mas com uma margem menor que a observada em Cuiabá, São Paulo e Campo Grande.
Os preços da ANP representam médias dos postos pesquisados e podem variar bastante dentro da mesma cidade.
Portanto, a decisão final deve considerar o valor efetivamente encontrado no posto e, de preferência, o consumo registrado pelo próprio veículo.
Uma diferença de poucos centavos por litro já altera a paridade. Por isso, refazer a conta no momento do abastecimento é mais útil do que tratar a média semanal como um preço fixo para toda a cidade.










