Etanol cai 2,82% e custa 61,4% da gasolina em agosto; regra dos 70% aponta vantagem para flex na média nacional

O etanol ficou mais competitivo para quem dirige carro flex em agosto de 2026.
O litro encerrou o mês em média a R$ 4,13, após queda de 2,82%, enquanto a gasolina recuou 0,44% e ficou em R$ 6,73.
Na comparação direta, o etanol custou cerca de 61,4% do preço da gasolina.
Pela conhecida regra dos 70%, essa relação coloca o biocombustível em posição vantajosa na média nacional.
Etanol fica bem abaixo do limite de 70%
A conta usada como referência é simples: divide-se o preço do etanol pelo preço da gasolina.
Com as médias de agosto, R$ 4,13 divididos por R$ 6,73 resultam em aproximadamente 0,614, ou 61,4%.
Quando o resultado fica em até 70%, a regra tradicional indica vantagem financeira para o etanol.
Isso acontece porque o biocombustível costuma render menos quilômetros por litro, mas pode compensar quando a diferença de preço é suficientemente grande.
É importante, porém, tratar os 70% como referência e não como limite universal.
A eficiência muda conforme motor, calibração, trânsito e forma de condução.
Em alguns carros flex modernos, o ponto de equilíbrio pode ficar acima ou abaixo desse percentual.
| Combustível | Agosto | Variação mensal |
|---|---|---|
| Etanol | R$ 4,13/l | -2,82% |
| Gasolina | R$ 6,73/l | -0,44% |
Queda do etanol chega ao quarto mês seguido
Agosto marcou o quarto mês consecutivo de recuo do etanol no levantamento nacional.
Em julho, a média estava em R$ 4,25 por litro, o que significa uma redução de R$ 0,12 em apenas um mês.
A oferta maior ajuda a pressionar os preços.
A produção de cana-de-açúcar é projetada em 705,2 milhões de toneladas, enquanto o setor direcionou mais matéria-prima para energia.
A previsão aponta avanço de 9,7% no etanol de cana e de 17% no etanol de milho.
Para o motorista flex, a consequência é uma diferença de preços mais confortável.
Mesmo com a gasolina também em queda, o recuo do etanol foi mais de seis vezes maior em termos percentuais no mês.
Vantagem muda bastante entre as regiões
A média nacional não representa todos os postos.
O Sudeste teve etanol a R$ 3,99, e o Centro-Oeste ficou em R$ 4,08.
São Paulo registrou a menor média estadual, a R$ 3,80 por litro.
No Norte, o cenário foi mais caro: o etanol chegou a R$ 5,19 e a gasolina a R$ 7,25.
Ainda assim, a relação entre os dois combustíveis ficou perto de 71,6%, acima da referência de 70%.
Por isso, a decisão no posto deve usar os preços exibidos naquele momento e, se possível, o consumo real do próprio veículo.
Uma diferença de poucos centavos pode mudar o resultado em estados onde a relação já se aproxima dos 70%, enquanto regiões com etanol abaixo de R$ 4 mantêm margem bem maior.
Na média do Brasil, os 61,4% de agosto deixam o etanol com ampla folga dentro da regra tradicional e reforçam a vantagem para o abastecimento de carros flex neste recorte nacional.










