
O mercado brasileiro de veículos usados superou 12,5 milhões de transferências entre janeiro e agosto de 2026.
Foram exatamente 12.532.488 unidades negociadas, alta nominal de 6,4% frente ao mesmo período de 2025, segundo o balanço mais recente da Fenauto.
O destaque está nos seminovos de zero a três anos, que avançaram 13,5% em um ano.
Em agosto, 1.699.519 veículos trocaram de dono, volume que mantém o setor perto da faixa de 1,7 milhão de transações mensais.
Seminovos crescem mais que o mercado total
Enquanto o conjunto do mercado de usados acumulou alta de 6,4%, os veículos mais novos cresceram mais que o dobro desse ritmo.
A diferença mostra maior procura por carros com poucos anos de uso em um cenário de preços elevados entre os zero-quilômetro.
- Usados em 2026: 12.532.488 unidades;
- Crescimento nominal no ano: 6,4%;
- Alta por média diária: 7,7%;
- Seminovos de 0 a 3 anos: +13,5%.
No mesmo intervalo de 2025, o setor contabilizava 11.781.360 transferências.
Isso significa que o mercado acrescentou mais de 751 mil negócios em apenas um ano, reforçando a expectativa de novo recorde anual.
| Indicador | Resultado | Variação |
|---|---|---|
| Jan-ago 2026 | 12.532.488 | +6,4% |
| Agosto | 1.699.519 | -3,1% vs. julho |
| Seminovos | 0 a 3 anos | +13,5% |
Agosto recua no volume, mas média diária sobe
Na comparação direta com julho, agosto teve queda de 3,1%, saindo de 1.754.785 para 1.699.519 transferências.
O recuo nominal, porém, foi influenciado pelo calendário.
Quando a Fenauto ajusta o resultado pela quantidade de dias úteis, a média diária cresce 1,5% sobre julho e permanece acima de 80 mil veículos negociados por dia.
Assim, a leitura mensal é menos negativa do que a diferença bruta sugere.
Gol e Strada seguem dominando suas categorias
Entre os automóveis, o Volkswagen Gol foi novamente o usado mais procurado em agosto, com 67.461 unidades, seguido por Chevrolet Onix e Hyundai HB20.
Nos comerciais leves, a Fiat Strada liderou com 41.851 transferências.
A lista reforça a força de modelos já fora de linha ou com grande frota circulante.
Para quem compra, a ampla oferta tende a facilitar comparação de preços, peças e histórico, embora conservação e procedência continuem decisivas.
Setor mantém expectativa de recorde em 2026
A Fenauto avalia que a queda nominal de agosto não muda a trajetória do ano.
Com mais de 12,5 milhões de transferências em oito meses e crescimento em todas as categorias acompanhadas, a entidade mantém uma perspectiva positiva para o fechamento de 2026.
O avanço dos seminovos é um dos sinais mais relevantes dessa expansão.
Se o ritmo continuar, veículos de até três anos deverão ganhar ainda mais peso num mercado em que o consumidor busca reduzir o desembolso sem recuar tanto em idade e tecnologia.
Para quem está pesquisando agora, isso aumenta a oferta de carros recentes e pode ampliar a margem de negociação.
Ainda assim, quilometragem, laudo cautelar, manutenção e histórico de sinistros continuam pesando mais do que a idade isolada do veículo.









