Oferta de seminovos pode apertar: Movida corta vendas em 25% e segura carros por mais tempo na frota

Movida adota medida estratégica para aumentar lucro.

Quem procura um carro seminovo pode encontrar menos opções à venda por parte das grandes locadoras.

A Movida, uma das maiores do país, reduziu em cerca de 25% o número de veículos vendidos no último trimestre e decidiu manter os carros por mais tempo na frota de aluguel.

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Movida e o corte nas vendas de seminovos

A mudança apareceu com clareza no balanço mais recente da companhia. A empresa vendeu bem menos carros usados do que no mesmo período do ano anterior.

No segundo trimestre de 2026, a divisão de seminovos da Movida vendeu 19.414 veículos, ante 25.917 unidades no mesmo período do ano passado, uma queda de aproximadamente 25%.

Ou seja, um em cada quatro carros que a locadora costumava colocar à venda deixou de ir para o mercado nessa comparação.

Por que a Movida está segurando os carros?

A redução não aconteceu por falta de compradores, e sim por uma escolha da empresa. A lógica está na alta demanda pelo aluguel.

Segundo a Movida, em vez de tirar parte da frota de circulação para venda, a companhia optou por manter mais veículos em operação no aluguel de carros, o chamado RAC, diante da forte procura..

Na prática, o carro que seria aposentado e vendido como seminovo está sendo mantido rodando e gerando receita de aluguel, considerada mais vantajosa neste momento.

O aluguel puxando os resultados

 

 

Para entender a escolha, basta olhar o desempenho da locação, que vive um momento aquecido. É esse segmento que sustenta a estratégia.

O volume de diárias cresceu 22% no segundo trimestre, e a taxa de ocupação da frota de aluguel avançou para 76,2%, o que significa que os carros passam mais tempo alugados. 

Uma mudança na gestão da frota

O movimento revela uma alteração relevante na forma como a locadora administra seus carros. O ciclo do veículo dentro da empresa mudou.

Mesmo vendendo menos unidades, a Movida acelerou o giro do estoque de seminovos, que passou de 0,5 para 0,8 vez ao mês, o que indica que os carros disponibilizados são vendidos mais rápido.

A companhia também vem investindo na abertura de lojas próprias de seminovos, com a meta de que o varejo represente ao menos metade das vendas, buscando vender direto ao consumidor final em vez de repassar a outros lojistas.

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