Eletrificados crescem 148% no Brasil em julho enquanto recuam 27% na América do Norte e 5% na China

O mercado global de veículos eletrificados vive momentos opostos em diferentes regiões do planeta.
Enquanto o Brasil registra aceleração recorde na adoção de modelos 100% elétricos e híbridos, grandes mercados internacionais enfrentam retração no volume de emplacamentos.
Dados do setor automotivo referentes ao mês de julho mostram que as vendas de eletrificados no país saltaram 148% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Isso em contraste com as quedas de 27% na América do Norte e de 5% na China.
O resultado consolida o território nacional como um dos polos de expansão mais dinâmicos do mundo para a nova mobilidade, sustentado pela chegada contínua de lançamentos.
Desempenho do mercado brasileiro e recorde histórico dos eletrificados
A alta de 148% em relação a julho do ano anterior levou a participação dos eletrificados a atingir o patamar histórico de 23,5% do total de automóveis e comerciais leves vendidos no Brasil.
O avanço no país é impulsionado pelo apetite do consumidor do varejo e pelo fortalecimento da oferta de opções com tecnologias que variam entre híbridos leves, plug-ins e elétricos puros.
A transição energética no mercado interno conta com o impulso combinado dos seguintes pilares:
- Aumento da oferta: Estreia constante de marcas e expansão da rede de concessionárias;
- Investimento local: Avanço na montagem e produção nacional de modelos eletrificados;
- Procura por economia: Busca por menor custo de uso por quilômetro rodado e benefícios fiscais.
Desafios e desaceleração na América do Norte e na China
Em sentido oposto ao cenário brasileiro, os mercados norte-americano e chinês demonstraram sinais de desaceleração.
A retração de 27% na América do Norte reflete o vencimento de incentivos governamentais, a taxa de juros elevada e a readequação nos planos de grandes montadoras locais.
Na China, a queda de 5% está ligada à saturação momentânea do mercado interno após anos de incentivos pesados, aliada a mudanças nas regras de subsídios estatais.
Essas mudanças que forçaram ajustes de preços entre as principais fabricantes do país.










