BYD e Geely já tiram Strada do topo em 9 estados e DF com carros elétricos

Em julho de 2026, os elétricos da BYD e da Geely conquistaram a liderança de vendas em nove estados e no Distrito Federal, destronando a onipresente Fiat Strada em boa parte dessas regiões.
A picape que domina o país há anos viu os carros a bateria assumirem a ponta em um número inédito de localidades.
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A Strada perde terreno para os elétricos: BYD e Geely
A picape da Fiat segue sendo o carro mais vendido do Brasil como um todo, mas seu domínio absoluto começou a ser arranhado. Os elétricos abriram brechas importantes no mapa.
Em julho, um modelo elétrico terminou o mês na liderança de vendas em nove das 27 unidades da federação, além do Distrito Federal.
BYD e Geely dividiram essas primeiras posições, enquanto a Strada, apesar de manter o topo na maior parte do território nacional, precisou ceder espaço em um número expressivo de estados, algo que seria impensável poucos anos atrás.
Onde a BYD dominou

A montadora chinesa foi a que mais conquistou territórios com seus modelos elétricos. Dois carros da marca puxaram as vitórias.
O BYD Dolphin foi o carro mais vendido no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, enquanto o Dolphin Mini ficou em primeiro lugar em Alagoas, Amapá e Roraima.
Com isso, a BYD saiu vitoriosa em seis estados e no Distrito Federal, um feito notável para veículos 100% elétricos em mercados historicamente dominados por carros a combustão.
A vez da Geely
A outra gigante chinesa também plantou sua bandeira em várias regiões. Seu modelo de entrada foi o responsável.
O compacto elétrico EX2 liderou as vendas na Paraíba, no Rio Grande do Norte e em Sergipe.
No Rio Grande do Norte, aliás, o domínio chinês foi ainda mais evidente, com quatro modelos de marcas do país asiático figurando entre os cinco carros mais vendidos do estado, um retrato claro da força que a eletrificação ganhou naquela região.
Nordeste e Norte lideram a virada
Um dado curioso chama atenção na distribuição geográfica dessas vitórias. Os elétricos avançaram mais em regiões que talvez surpreendam.
A concentração é reveladora. Das nove unidades da federação em que um modelo elétrico terminou na liderança, seis estão nas regiões Norte e Nordeste.
Isso mostra que a adesão aos carros a bateria deixou de ser um fenômeno restrito aos grandes centros do Sudeste e Sul, espalhando-se por mercados que combinam preços atrativos dos modelos de entrada com o interesse crescente do consumidor.
Onde a Strada resistiu
Apesar de perder espaço, a picape da Fiat está longe de ser derrotada e seguiu dominante em grande parte do Brasil. Sua força continua enorme.
A Strada continuou como o carro mais vendido em estados como Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Piauí, no Nordeste, além de liderar no Acre, Pará, Rondônia e Tocantins, na região Norte.
No Centro-Oeste, venceu em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e no Sudeste ainda ficou na ponta no Espírito Santo. Ou seja, o domínio da picape permanece amplo, mesmo com o avanço dos elétricos.
O mapa completo por região
A disputa por estado revelou um Brasil bastante diverso nas preferências. Vários modelos apareceram na liderança regional.
No Sudeste, além da Strada no Espírito Santo, o Fiat Argo liderou em Minas Gerais, o BYD Dolphin no Rio de Janeiro e o VW Tera em São Paulo, o maior mercado do país.
Já no Sul, o Renault Kwid venceu no Paraná e o BYD Dolphin no Rio Grande do Sul, enquanto o Polo liderou no Amazonas.
Por que os carros elétricos vencem no varejo?
Há uma explicação importante por trás dessas lideranças que vale destacar. O tipo de venda faz toda a diferença na comparação.
O contraste é grande. Enquanto modelos como a Strada têm boa parte de seu volume sustentado por vendas diretas para frotistas e locadoras, os elétricos chineses vendem quase tudo no varejo, direto para o consumidor pessoa física.
O Geely EX2, por exemplo, teve apenas cerca de 3% das vendas destinadas a frotas.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias









