Geely EX2 tem espaço de SUV, mas assoalho alto prejudica posição ao volante

O Geely EX2 conquistou o mercado brasileiro entregando um espaço interno digno de SUV compacto dentro de um hatch elétrico.
Só que essa mesma engenharia que garante tanto espaço para os ocupantes traz um efeito colateral que incomoda quem passa horas ao volante: a posição de dirigir fica comprometida pelo assoalho elevado.
Geely EX2: onde fica a bateria e por que isso importa
Assim como a maioria dos elétricos modernos, o Geely EX2 guarda a bateria de 39,4 kWh embaixo do carro, entre os eixos.
Essa arquitetura é a responsável direta pelo excelente entre-eixos de 2,65 metros, medida que iguala o EX2 a um Volkswagen T-Cross e garante bastante espaço para pernas, ombros e cabeça em qualquer posição do banco.
O problema é que colocar a bateria sob o assoalho eleva naturalmente o piso da cabine.
Para manter distância suficiente entre a bateria e o chão do carro, a estrutura interna precisa subir, e essa mudança afeta diretamente a altura em que o motorista se posiciona dentro do veículo.
O reflexo direto na hora de dirigir o Geely EX2
Com o assoalho mais alto, os pés do motorista ficam em uma posição mais elevada do que em um carro convencional com o mesmo porte.
Isso muda o ângulo dos joelhos em relação ao quadril e pode gerar uma sensação de estar sentado de forma mais alta e menos encaixada no banco, mesmo que o espaço ao redor pareça generoso.
Esse tipo de compensação é comum em veículos elétricos com bateria embutida no piso, mas no Geely EX2 o efeito aparece de forma mais perceptível justamente por conta do entre-eixos grande.
A sensação é de um carro que oferece espaço de sobra para os passageiros, mas que exige um ajuste de postura maior para quem está no comando.
Um detalhe que a ficha técnica não mostra
Números como entre-eixos, comprimento e largura são fáceis de comparar entre modelos diferentes, mas não contam toda a história sobre o conforto ao volante.
No caso do EX2, a altura do assoalho é um exemplo claro de como um detalhe de engenharia pode passar despercebido em uma primeira olhada na ficha técnica, mas influenciar diretamente a experiência de quem dirige o carro todos os dias.
Para motoristas mais altos, ou que já sentem desconforto em outros carros com piso elevado, o ideal é sentar no EX2 antes de decidir pela compra e avaliar pessoalmente se a posição incomoda em trajetos mais longos.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias









