BYD joga Shark para escanteio e lança nova picape para bater Hilux

A Shark chegou ao Brasil em novembro de 2024 cercada de expectativa.

O discurso era ousado, a proposta tecnológica chamava atenção e o posicionamento híbrido plug-in prometia inaugurar uma nova fase no segmento de picapes médias.

Os números, porém, ficaram muito abaixo do esperado.

Em 2025, a Shark emplacou apenas 1.133 unidades durante todo o ano, média inferior a 100 unidades mensais.

Para efeito de comparação, a Toyota Hilux fechou o mesmo período com 49.732 unidades vendidas, mantendo ampla liderança no segmento.

Diante desse cenário, a BYD decidiu recalcular a rota.

Depois de anunciar projetos de picapes menores para enfrentar Fiat Strada e Fiat Toro, a montadora agora avança para o coração do mercado brasileiro: o nicho tradicional das médias.

Como é a nova picape da BYD?

Segundo antecipação do Autoesporte, a nova caminhonete terá porte semelhante ao da Hilux e será desenvolvida com foco específico no consumidor nacional.

A marca criou uma equipe dedicada exclusivamente ao estudo do segmento, com o objetivo de entender preferências, mapear concorrentes e corrigir os pontos que limitaram o desempenho da Shark.

A estratégia é clara: ser mais competitiva que a própria Shark.

Diferencial da nova picape da BYD

Mesmo devendo ter preço inferior ao modelo atual, a nova picape continuará apostando na eletrificação.

A BYD já deixou evidente que não pretende oferecer versões a diesel nem sistemas híbridos leves ou plenos. Suas futuras caminhonetes serão elétricas ou híbridas plug-in.

Caso utilize a mesma base mecânica da Shark, o conjunto poderá incluir o motor 1.5 turbo de 183 cv e 26,5 kgfm de torque.

Na Shark, esse motor trabalha em conjunto com dois propulsores elétricos, um de 231 cv na dianteira e outro de 204 cv na traseira, resultando em 437 cv e 65 kgfm combinados.

Interior da BYD Shark – Foto: divulgação

O que a BYD pretende fazer para deixar a picape mais acessível?

Para tornar a nova picape mais acessível, a marca pode adotar um sistema elétrico menos potente, reduzindo custo e complexidade sem abandonar a proposta híbrida.

Autonomia e capacidade de carga ainda são incógnitas.

A Shark utiliza bateria de 29,6 kWh, com autonomia elétrica de 55 km.

Como a nova média terá porte e peso menores, existe a possibilidade de desempenho elétrico até superior com a mesma capacidade de bateria.

Outro ponto crítico é a carga útil. A Shark suporta 790 kg, número inferior ao padrão das médias a diesel, que normalmente giram em torno de 1.000 kg.

Para disputar diretamente com Hilux, Ranger e S10, esse será um fator determinante.

Por enquanto, detalhes técnicos e visual seguem em sigilo.

BYD com estratégia ousada para o mercado brasileiro

A nova média integra um plano ambicioso da BYD até 2028.

A marca pretende ter até cinco picapes no Brasil nos próximos anos: uma compacta rival da Strada, uma intermediária para enfrentar a Toro, a média que encara Hilux e Ranger, uma grande inédita e a própria Shark.

O objetivo é claro: tornar-se uma das três maiores montadoras do Brasil até 2028, com meta de cerca de 350 mil unidades anuais. Em 2025, a BYD vendeu 112.915 veículos no país.

A pergunta que fica é se a nova estratégia será suficiente para enfrentar as líderes tradicionais do segmento mais conservador do mercado brasileiro.

E você, como avalia as novas estratégias da BYD? Comente e compartilhe a sua opinião com outros leitores do Garagem360.

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Matheus Azevedo
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Matheus Azevedo

Matheus Azevedo é jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte. Atua com o digital desde quando saiu da faculdade. É apaixonado por SEO e, sobretudo por carros, finanças e dados. Entende que todos podem entender números. Contudo, é papel do jornalista transformá-los em informações mais claras e organizadas para ajudar o leitor a ter um conteúdo mais completo e informativo. E-mail: [email protected]