R$ 115 mil: Dolphin Mini vira líder no varejo e supera Tera e Strada
O mercado automotivo brasileiro registrou um marco histórico em fevereiro de 2026. O BYD Dolphin Mini se tornou o primeiro carro 100% elétrico a liderar as vendas no varejo no país, superando modelos tradicionais como Volkswagen Tera e Fiat Strada.

Com preço inicial na casa dos R$ 115 mil, o hatch elétrico da BYD registrou 4.094 emplacamentos no varejo, assumindo a liderança mensal entre pessoas físicas.
Elétrico da BYD supera modelos a combustão
O feito chama atenção porque Tera e Strada são referências históricas em volume de vendas no Brasil. Porém, o ranking de fevereiro ficou da seguinte forma:
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Dolphin Mini – 4.094 unidades (varejo)
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Volkswagen Tera – 3.856 unidades
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Fiat Strada – 3.214 unidades
Além disso, o Mini já acumula mais de 62 mil unidades vendidas desde o lançamento em 2024, consolidando-se como o elétrico mais popular do país.
Esse desempenho reforça a mudança gradual no perfil do consumidor brasileiro, que começa a considerar o elétrico como alternativa real ao carro a combustão.
O que o Dolphin Mini entrega por R$ 115 mil?
Mesmo sendo o elétrico mais acessível da marca, o modelo oferece um pacote competitivo:
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Motor elétrico de aproximadamente 75 cv
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Bateria Blade (LFP) de cerca de 38 kWh
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Autonomia aproximada de 280 km (Inmetro/PBEV)
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Carregamento rápido (30% a 80% em cerca de 22 minutos)
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6 airbags
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Central multimídia com tela giratória
A proposta é clara: mobilidade urbana eficiente com baixo custo por quilômetro rodado.
Comparativo direto
| Modelo | Preço aproximado | Tipo | Foco principal |
|---|---|---|---|
| Dolphin Mini | R$ 115 mil | Elétrico | Urbano |
| VW Tera | ~R$ 90–100 mil | Combustão | Entrada |
| Fiat Strada | ~R$ 85–120 mil | Combustão | Trabalho |
Embora Tera e Strada tenham preços iniciais menores em algumas versões, o Dolphin Mini compensa com economia em combustível e manutenção.
Impacto para 2026
A liderança no varejo indica que a eletrificação pode acelerar no Brasil ao longo de 2026.
Além disso, a futura produção nacional da BYD tende a reduzir custos e ampliar competitividade, o que pode pressionar ainda mais os modelos a combustão no segmento de entrada.
Se o ritmo continuar, o Mini pode não apenas liderar entre elétricos, mas disputar posições permanentes no ranking geral de vendas.