Fiat Toro completa 10 anos de Brasil em 2026
De projeto secreto ao topo das vendas: conheça a trajetória da Fiat Toro. No aniversário de 10 anos, veja as curiosidades do lançamento em 2016 e por que ela mudou o segmento de picapes.
Em fevereiro de 2016, o mercado automotivo brasileiro presenciava o nascimento de algo totalmente novo. Direto do Polo Automotivo de Goiana (PE), a Fiat apresentava a Toro, uma picape que se recusava a seguir as regras tradicionais. Batizada com um nome que evoca força e robustez (do italiano Toro, que significa Touro), ela não era apenas uma picape, mas a pioneira do conceito SUP (Sport Utility Pick-up).
Fiat Toro completa 10 anos de Brasil em 2026
Ao completar uma década de estrada, a Toro consolida-se como um dos maiores acertos da engenharia brasileira da Stellantis. Diferente das picapes médias tradicionais montadas sobre chassi, a Toro trouxe a estrutura monobloco. O objetivo? Unir a capacidade de carga de uma picape com o conforto e a dirigibilidade de um SUV.
- O “Pulo do Gato”: Sua marca registrada foi a tampa traseira bipartida, que abre para os lados como um armário. Uma solução inteligente que facilitou o acesso à caçamba em garagens apertadas, algo impensável para as tampas convencionais que descem verticalmente.
- Design Inovador: Derivada do conceito FCC4 apresentado no Salão do Automóvel de 2014, a Toro estreou com um conjunto óptico dividido (DRL superior e faróis principais abaixo), uma tendência de design que muitas marcas adotaram anos depois.

Versões de Lançamento e Mecânica
Em 2016, a picape estreou com cinco versões iniciais, oferecendo opções para diferentes perfis de público:
| Característica | Detalhes (Lançamento 2016) |
| Motores | 1.8 E.torQ Flex (139 cv) e 2.0 MultiJet II Turbo Diesel (170 cv) |
| Tração | 4×2 (Dianteira) ou 4×4 (nas versões Diesel) |
| Transmissão | Automática de 6 ou 9 marchas; Manual de 6 marchas |
| Origem | Projeto 226 – Fábrica da FCA em Goiana (PE) |

O Gap de Mercado: Nem Pequena, Nem Grande
A Fiat Toro ocupou com maestria o espaço deixado pelas picapes médias que “cresceram demais” com o passar dos anos. Sua primeira grande rival foi a Renault Duster Oroch, mas a Toro conseguiu se destacar pelo acabamento mais refinado e pela oferta de tração 4×4 com motor diesel, atraindo tanto o público urbano quanto o agronegócio.
Hoje, aos 10 anos, o modelo já é exportado para diversos mercados e prepara terreno para chegar aos Estados Unidos sob a marca RAM (como RAM 1000), provando que o projeto brasileiro tem fôlego global.
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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.