4.386.463 cursos teóricos realizados até agosto de 2026 marcam balanço da CNH do Brasil, que tem mínimo de 2 horas práticas e mantém as provas obrigatórias

Em balanço de 10 de setembro, o Ministério dos Transportes contabilizou 4.386.463 cursos teóricos da CNH do Brasil até agosto de 2026.
No período equivalente de 2025, o ministério registrou 1.981.304 cursos. A diferença chegou a 2.405.159, alta de 121,4%; assim, o indicador compara cursos, não candidatos únicos nem usuários exclusivos do aplicativo.
O balanço também aponta mais de 2 milhões de habilitações emitidas até agosto.
O governo estima em R$ 9,64 bilhões o impacto econômico associado às mudanças da CNH do Brasil.
A projeção combina valores de diferentes medidas e não representa economia média por pessoa.
O que a regra de duas horas permite
A Resolução Contran 1.020/2025 entrou em vigor em 9 de dezembro de 2025 e reduziu de 20 para duas horas a carga prática mínima. A mudança vale para a primeira habilitação nas categorias A ou B.
O artigo 38 permite cumprir as duas horas mínimas de forma contínua ou fracionada; por isso, o candidato não precisa concentrar a carga em uma única sessão. A regra também define o mínimo para cada categoria.
Quem busca as categorias A e B ao mesmo tempo precisa cumprir duas horas de prática em cada uma. Portanto, o mínimo combinado chega a quatro horas.
A norma mantém as provas teórica e de direção como etapas obrigatórias. A prova teórica exige pelo menos 20 acertos em questões de múltipla escolha.
Em seguida, o exame de direção ocorre após o registro da carga mínima no Renach.
A regulamentação prevê diferentes opções para o curso teórico, por exemplo:
- Curso a distância assíncrono pelo órgão federal de trânsito;
- Autoescolas, com aulas presenciais ou a distância;
- Entidades especializadas, Escolas Públicas de Trânsito e órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, conforme suas modalidades permitidas.
O curso teórico gratuito não cobre toda a CNH
O curso teórico digital oferecido pelo canal federal é gratuito. Por outro lado, essa condição não torna gratuitas todas as etapas da habilitação, que incluem aulas práticas e exames.
O Ministério estima o impacto total em R$ 9,64 bilhões. Desse valor, R$ 2,94 bilhões correspondem ao curso teórico e R$ 4,57 bilhões à formação prática.
A estimativa inclui ainda R$ 414,6 milhões para exames médico e psicológico, R$ 1,44 bilhão para renovação automática de bons condutores e R$ 278,7 milhões em deslocamentos evitados.
Ou seja, o total agrega efeitos estimados de medidas diferentes; não é um pagamento aos motoristas nem uma economia individual garantida.
Instrutores e exames têm regras próprias
Dos cursos práticos, 552.994 foram conduzidos por instrutores autônomos, equivalentes a 13,2% do total. Os centros de formação responderam pelos outros 86,8%.
A resolução permite aulas com instrutor autônomo autorizado ou profissional vinculado a autoescola.
Os órgãos estaduais de trânsito aplicam as provas teórica e de direção. Dessa forma, o candidato pode consultar o Detran responsável pelo processo para verificar os canais e procedimentos de agendamento.








