Volkswagen e Stellantis se unem em apelo por subsídios para salvar a indústria automotiva

Líderes da VW e Stellantis pedem subsídios urgentes para proteger a produção europeia contra a concorrência chinesa e as tarifas dos EUA. Entenda o plano.

Em um movimento raro de cooperação, os líderes das duas maiores potências automotivas da Europa, Volkswagen e Stellantis, publicaram um manifesto conjunto nesta quinta-feira. Oliver Blume (VW) e Antonio Filosa (Stellantis) defendem que a União Europeia (UE) deve conceder subsídios diretos para manter a produção de veículos no continente, sob o risco de a região se tornar um “mero mercado consumidor” de marcas estrangeiras.

Volkswagen e Stellantis se unem em apelo por subsídios para salvar a indústria automotiva 

O apelo surge em um momento crítico, onde as montadoras europeias se veem espremidas entre as novas tarifas comerciais dos EUA e o domínio avassalador da China na cadeia de suprimentos de baterias.

Os executivos propõem uma estratégia protecionista baseada em três pilares para incentivar a compra e a fabricação local:

  • Bônus de CO2: Pagamentos diretos às montadoras para compensar os custos de descarbonização.

  • Compras Governamentais: Prioridade para veículos fabricados no bloco em frotas públicas.

  • Subsídios aos Compradores: Incentivos financeiros para tornar o carro elétrico europeu competitivo frente ao importado.

Volkswagen e Stellantis se unem em apelo por subsídios para salvar a indústria automotiva – Foto: Bloomberg

 

“O dinheiro dos contribuintes europeus deve ser aplicado para promover a produção europeia e atrair investimentos para a UE”, afirmaram os CEOs, destacando que outros países defendem suas indústrias com orgulho e a Europa não pode ficar para trás.

O Dilema dos Preços e a Invasão Chinesa

Um dos pontos centrais do artigo é a dificuldade de produzir carros elétricos baratos sem componentes chineses. Blume e Filosa alertam que, quanto menor o preço final exigido pelo consumidor, maior é a pressão para importar baterias da China — o que enfraquece a soberania industrial europeia.

Enquanto gigantes como a BYD estabelecem bases sólidas na Europa, as fabricantes locais alegam competir em desvantagem, já que operam sob regulações sociais e ambientais muito mais rigorosas e caras do que as praticadas pelos exportadores asiáticos.

 

Leia aqui: Adeus ao “Skate”: Toyota patenteia nova arquitetura para baterias de carros elétricos

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Entrar no canal do Whatsapp Entrar no canal do Whatsapp
Robson Quirino
Escrito por

Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.