Veículo da GM é cotado para a próxima missão da Nasa na Lua 

Projeção dos veículos robóticos da GM na superfície da lua (Imagem: Divulgação/Lockheed)
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Meio século após Neil Armstrong pousar na lua, o próximo veículo a explorar a paisagem lunar poderá ser alimentado pelas mesmas baterias Ultium que equiparão a nova linha de veículos elétricos da General Motors (GM), compartilhando características off-road com o GMC Hummer EV.

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O veículo robótico de terreno lunar da GM, desenvolvido em parceria com a Lockheed Martin, gigante do setor de tecnologia aeroespacial, é um dos concorrentes às próximas missões Artemis da Nasa para retornar à lua pela primeira vez desde 1972.

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A parceria GM-Lockheed competirá contra vários concorrentes ao contrato Artemis, incluindo a Nissan North America, que tem projeto em parceria com a Sierra Space e a Teledyne.

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Caso vença, a GM irá reeditar parceria com a Nasa feita na missão Apolo 11, em 1969. O retorno à Lua está programado para 2024.

Veículo lunar irá desenvolver baterias para futuros carros da GM

GM simulou o robô original em ambiente lunar virtual e projetou o veículo mais recente (Foto: Divulgação/GM)
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Em 1971, a Nasa lançou um veículo de exploração lunar construído pela GM e Boeing para as missões Apollo. Os designers e engenheiros da GM e da Lockheed estudaram o trabalho de seus antecessores antes de iniciar o seu próprio. 

A equipe do programa Artemis na GM simulou o robô original em um ambiente lunar virtual e projetou o veículo mais recente em cima dele, conforme explica Brent Deep, engenheiro-chefe da GM para o programa de mobilidade lunar.

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“Eles foram diretos com seus projetos”, afirma Deep. “Fico orgulhoso se conseguir ter uma fração da importância que eles tiveram no passado. Tento me esforçar para tornar as coisas um pouco melhores, um pouco mais seguras e trazer mais tecnologia.”

O veículo de terreno lunar para Artemis deve ser capaz de durar pelo menos 10 anos no espaço e de participar de várias missões.

A primeira missão Artemis pode ser lançada ainda este ano, seguida por várias missões mais complexas até meados da década.

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O veículo teria que operar em temperaturas que variam de 127 a 138 graus Celsius negativos, de acordo com a Lockheed. Na lua, há 14 dias seguidos de escuridão seguidos por 14 dias de luz solar. A gravidade é cerca de um sexto da força da Terra, e a poeira lunar abrasiva pode manchar os trajes e equipamentos espaciais dos astronautas.

“Você precisa criar uma especificação completamente nova porque ninguém nunca fez um ambiente de durabilidade para a lua”, explica Deep.

Novas baterias Ultium são prioridade

GMC Hummer EV será lançado no ano que vem como linha 2024 (Foto: Divulgação/GM)
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Como fabricante de veículos, uma das prioridades da GM é desenvolver a nova geração de suas baterias Ultium, que devem equipar, a partir do ano que vem, o novo GMC Hummer EV.

“Vamos empurrar nossas baterias Ultium para o ambiente mais hostil que uma bateria de veículo elétrico já viu. Com isso, vamos entender como controlá-las e garantir que elas funcionem nesse ambiente e continuem oferecendo autonomia e capacidade de condução operada por humanos e confiabilidade” afirma.

“E, então, essas mesmas baterias estarão em nossos produtos Ultium aqui na Terra.”

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O GMC Hummer EV foi desenvolvido em grande parte por meio de simulações durante a pandemia de Covid-19 em apenas dois anos, em comparação com três a quatro anos para a maioria dos programas de veículos.

O Hummer “tem muitas das características de um veículo robótico lunar”, destaca Deep.

A GM e a Lockheed projetaram o veículo lunar para viajar pela superfície irregular da lua, aproveitando a capacidade off-road do Hummer, conforme explica Jeff Nield, diretor de design da GM.

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“Temos que ser capazes de atravessar crateras e pedregulhos. É uma combinação de superfícies de rochas muito duras e, em seguida, pó fino e muito macio”, afirma Nield. “Na Terra, você tem solo, areia e rocha, mas o pó lunar é ainda mais fino que a areia.”

Aplicação para veículos autônomos

Simulação de missão da Nasa no polo sul lunar (Imagem: Divulgação/Nasa)

Navegar na superfície lunar também pode ajudar a avançar a tecnologia autônoma da GM na Terra, segundo Lisa Talarico, gerente de engenharia do programa. Hoje, os sistemas autônomos são guiados por um roteiro pré-existente e precisam contornar obstáculos como pedestres e outros carros fazendo movimentos inesperados.

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“Poderemos dar ao astronauta mais informações sobre qual é a melhor maneira de chegar a um determinado local, qual é o caminho ideal, se o astronauta não estiver dirigindo”, exemplifica. “Porque lá estaremos of-road, com mais liberdade para onde viajar, em comparação com ter de se manter na sua pista na estrada, como acontece aqui na Terra”.

 

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Paulo Silveira
Paulo SilveiraJornalista com 20 anos de experiência profissional como repórter nas principais redações de jornais do Brasil, como Gazeta Mercantil, Folha SP, Estadão e Jornal do Brasil e em cargos de coordenação, edição e direção. Formado em Jornalismo pela Caśper Líbero.
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