Triângulo das Bermudas: a região misteriosa palco do desaparecimento de centenas de aviões

Aero 2 de janeiro de 2019 Marcella Blass 0

Centenas de aviões e navios desapareceram entre o Arquipélago das Bermudas, o estado da Flórida (EUA) e a cidade de San Juan, em Porto Rico. Conhecida como Triângulo das Bermudas, a região no mar do Caribe é palco de muita dúvida e teorias da conspiração. O bafafá foi tão sério que vários cientistas decidiram começar a tentar entender o que acontecia na área.

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Foto: Reprodução
Triângulo das Bermudas
Triângulo das Bermudas

Caso famoso

Um dos casos mais emblemáticos de desaparecimento no Triângulo das Bermudas é o documentado como Voo 19. Em dezembro de 1945, uma esquadrilha de cinco aviões-torpedeiros saiu da Base Aero Naval de Fort Lauderdale (EUA) para o último treino antes da formatura dos cadetes. No total, eram 14 pessoas entre pilotos, radioperadores e artilheiros faziam parte do esquadrão.

Pouco mais de uma hora depois da decolagem, o comandante da operação informou à base que eles estavam perdidos. Logo, ficou impossível fazer contato e visualizar a posição do esquadrão. Foi organizada, então, uma missão de busca que enviou outros dois aviões para o local do último contato. Mas a aeronave e os tripulantes também desapareceram.

Mais tarde, um avião DC-3 Flight NC16002 saindo de San Juan, em Porto Rico, rumo à Flórida (EUA) avisa à torre de Miami que está a cerca de 80 quilômetros de distância. A aeronave nunca chegou ao destino e sumiu com seus 32 passageiros. Já em 1951, um avião-cargueiro C-124 da Força Aérea americana, considerado um dos maiores modelos de cargas do mundo, simplesmente sumiu dos radares ao sobrevoar o Triângulo das Bermudas.

Teorias

Para alguns cientistas, o culpado pelo desaparecimento é o gás metano. A teoria é que o gás está preso na forma de hidrato gasoso no subsolo oceânico da região. Com o movimento das placas tectônicas, a mudança na pressão e na temperatura transformaria e liberaria vapor. Uma vez na atmosfera, a substância poderia causar uma explosão em contato com uma simples faísca nos motores dos aviões.

A mais cientificamente plausível, contudo, é a teoria que envolve as nuvens em formato hexagonal. Com a capacidade de vir e ir sem deixar rastros, essas formações são responsáveis por causar verdadeiras bombas de ar. Essas explosões geram ventos de 275km/h, velocidade comparada com a de furacões de categoria 5. Quando atingem o oceano, essas rajadas de ar ainda têm capacidade de criar ondas gigantescas. Fenômenos mais do que suficientes para derrubar voos e afundar navios.

Fato é que muita gente ainda fica tensa quando precisa sobrevoar a região. Afinal, a explicação meteorológica, mesmo que potencialmente verdadeira, ainda não trouxe nenhuma solução para os desaparecimentos.

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