Testamos: Jeep Renegade Limited 1.8 triunfa na dirigibilidade e peca no motor

Testes 28 de agosto de 2019 Leo Alves 0

Embora tenha sido superado pelo irmão Compass em julho, o Jeep Renegade é o SUV mais vendido do Brasil em 2019, considerando o acumulado do ano. E, de fato, ele tem méritos para ser o queridinho dos consumidores, como a dirigibilidade acertada, bom espaço interno e design agradável. Para conhecer melhor o utilitário esportivo, o Garagem360 testou a versão Limited 1.8, a mais completa com o propulsor bicombustível.

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Jeep Renegade Limited: impressões

Com 139 cv de potência e 19,2 kgfm de torque, o propulsor 1.8 flex até dá conta do recado, contanto que não seja muito exigido pelo motorista. Por conta dos 1.527 kg da versão, além do torque que atinge o seu ápice somente a 3.750 rpm, o modelo demora um pouco a embalar, principalmente em subidas. O câmbio automático de seis marchas, por sua vez, casa bem com o motor e faz reduções quando percebe qualquer queda de potência.

Mesmo sem ter um desempenho arrebatador, o motor leva bem o SUV. De negativo, apenas o consumo: abastecido com etanol, o Renegade encerrou o teste com média de 7 km/l com etanol. Nos primeiros dias, por conta do trânsito da grande São Paulo, o cenário foi pior, com o computador de bordo apontando 5,6 km/l de consumo médio. A autonomia melhorou ao pegar um trecho de estrada, entre São Bernardo do Campo e Ribeirão Pires, onde o Jeep anotou 12 km/l de média no trajeto.

Méritos

Se potência e economia não são os pontos fortes, o Renegade é uma das referências em termos de conforto e estabilidade. Sua posição de dirigir é correta, com o motorista tendo todos os controles à mão e boa visibilidade do que acontece fora do carro. Os bancos acomodam bem o corpo, embora o traseiro tenha gerado algumas reclamações. Falta também, para quem anda na segunda fileira, um pouco mais de espaço para as pernas e uma saída do ar-condicionado.

Raio-X

Jeep Renegade Limited 1.8 AT

Motorização: 1,8l E.torQ 16 válvulas 139 cv/135 cv a 5.750 mil RPM (etanol/gasolina)

Torque máximo líquido: 19,2 kgfm/18,7 kgfm a 3.750 RPM (etanol/gasolina)

Transmissão: Automática de seis marchas – opção de trocas manuais na alavanca e nas borboletas

Dimensões: 4,23 m x 1,80 m x 1,68 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,57 m

Peso em ordem de marcha: 1.527 kg

Tanque de combustível: 60 L

Consumo: 7 km/l cidade/estrada com etanol (pelo computador de bordo)

Porta-malas: 320 L

Preço: R$ 109.990 (R$ 112.180 como o testado)

Pontos positivos: conforto, dirigibilidade, acabamento caprichado

Pontos negativos: consumo, demora para embalar, porta-malas, espaço interno traseiro

Dentre os SUVs compactos, este é o único com suspensão independente nas quatro rodas. E, por mais que este não seja o principal responsável pela boa estabilidade do modelo, o sistema ajuda. A carroceria segue estável mesmo ao fazer curvas mais rapidamente. O acerto da suspensão não é molenga, filtrando bem as irregularidades, mas sendo firme quando é necessário. Neste quesito, um dos mais fundamentais, foi aprovado com louvor.

Sucesso justificado?

O Renegade é importante não apenas para o grupo Fiat Chrysler no Brasil, mas também para o ressurgimento da marca Jeep no cenário nacional. Antes mera coadjuvante, hoje ela é uma das mais vendidas do País, sendo que os lançamentos deste carro, em 2015, e do Compass, em 2016, foram essenciais para o sucesso.

A versão Limited cobra caro por seu conjunto, mas ao menos vem bem equipada e com poucos opcionais — apenas teto solar panorâmico (R$ 7.100), bancos em couro marrom (R$ 1.200) e pack protection plus (R$ 700). O painel com tela digital, a central multimídia de 8,4 polegadas, faróis em LED com acendimento automático e os seis airbags, são alguns dos equipamentos de série. Na linha 2020, a lanterna em LED também foi adicionada ao pacote.

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Méritos o Renegade tem. É espaçoso, confortável e tem um acabamento caprichado. Porém, seus defeitos podem afastar alguns compradores, já que o consumo, principalmente com etanol, o espaço interno traseiro e o porta-malas de 320 l, causam algumas torcidas de nariz. Entretanto, nada que apague os pontos positivos do veículo, que também está disponível com motor diesel de 170 cv. Apesar das ressalvas, ele mostrou o porquê de ser um best-seller, além de ter encerrado o teste com uma das melhores dirigibilidades dentre os SUVs testados pelo Garagem360.

 

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