Testamos: Honda Fit EXL entrega conforto e versatilidade, mas preço joga contra

Até pouco tempo atrás, o Honda Fit era o carro de volume da fabricante japonesa no Brasil. Após três gerações, ele segue como o veículo de entrada da marca.

Até pouco tempo, o Honda Fit era o carro de volume da fabricante japonesa no Brasil. Após três gerações lançadas no País, ele segue como o veículo de entrada da empresa, mas nos últimos anos perdeu o posto de mais vendido da montadora para o HR-V. Apesar disso, o monovolume segue tendo seus fiéis clientes e por conta de toda sua fama de espaçoso e versátil, foi o escolhido para ficar em testes pela equipe do Garagem360.

Passados quase 15 anos desde o lançamento da primeira versão em solo brasileiro, segue sendo difícil encaixar o Fit em alguma categoria. Alguns o consideram uma minivan, já para outros se trata de um hatchback. Talvez a modularidade de seu interior contribua para essa indefinição. A terceira geração do modelo herdou de seus antecessores o sistema ULT (Utility Long e Tall), que permite diversas combinações nos assentos para transportar objetos compridos e altos.

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O sistema realmente é prático. Ele permite que bicicletas ou uma pranchas de surfe sejam levadas no interior. Porém, essa característica não é mais exclusiva do monovolume, já que a dupla WR-V e HR-V também oferece essa comodidade. De qualquer forma, esse aproveitamento de espaço do Fit é impressionante para um carro de 4 metros de comprimento.

Bom conteúdo

A versão avaliada foi a EXL, a mais cara do modelo. Assim como as demais, ela traz sob o capô o motor 1.5 i-VTEC flex. Rendendo 116 cv com etanol, o propulsor consegue lidar bem com os 1.101 kg do carro. O câmbio automático CVT também contribui para o bom desempenho, mantendo sempre a rotação baixa para não atrapalhar o consumo e elevando rapidamente o giro quando é necessário mais desempenho.

Porém, como a unidade testada andou basicamente na cidade e sobre fluxo intenso, o consumo não foi dos melhores. Mesmo mantendo a condução suave, a média final foi de 6,5 km/l com etanol.

Apesar desse detalhe, a lista de equipamentos do Fit topo de linha tende a agradar à maioria das pessoas. Os bancos em couros são largos e apoiam bem os ocupantes. A central multimídia tem até sistema de GPS, mas não conta com Android Auto e Apple Car Play. Seu uso é bastante simples e intuitivo, principalmente por ser sensível ao toque.

Deslizes

Em termos de segurança, o pequeno Honda agrada e decepciona ao mesmo tempo. A parte boa é contar com seis airbags (frontais, laterais e de cortina). Isso, no entanto, não abona o modelo de não ter os controles de estabilidade e tração. Joga contra também os freios traseiros a tambor, quando poderia ter discos ao menos nas configurações mais caras.

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Honda Fit EXL CVT

Motorização: 1.5l i-VTEC 16 válvulas 116 cv/115 cv (etanol/gasolina) FlexOne

Torque máximo líquido: 15,3 kgfm a 4.800 rpm/15,2 kgfm  a 4.800 rpm (etanol/gasolina)

Transmissão: Automática continuamente variável (CVT)

Dimensões: 3,98 m x 1,69 m x 1,53 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,53 m  

Tanque de combustível: 45,7 L

Porta-malas: 363 L

Preço: R$ 78.900

Pontos positivos: Boa dirigibilidade, câmbio competente, conforto a bordo, seis airbags

Pontos negativos: Falta de alguns itens de segurança, preço elevado, será reestilizado em breve

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O acabamento do interior em si é de tirar o chapéu. Tudo é muito bem construído e não há sinais de rebarbas ou peças desencaixadas. O detalhe é que há muito plástico na cabine. Isso pode ser relevado nas versões de entrada, mas este é um modelo que beira os R$ 80 mil. Não são todas as pessoas que se incomodam com isso, porém um pouco mais de tecido agradaria.

Compensa?

Velho conhecido dos brasileiros, o Fit tem conquistado fãs no País desde 2003. Os méritos do carro se sobreassem aos pequenos deslizes, já que é um veículo bem construído e que contribuiu para o sucesso da Honda em terras tupiniquis.

O monovolume é bom de guiar, tem amplo espaço interno para todos os ocupantes e leva consigo um bom conjunto mecânico. Seu grande problema é o preço. Por R$ 78.900, ele começa a encostar na faixa de seu derivado direto, o WR-V, e nas configurações de entrada do HR-V.

Outro detalhe é que o Fit está prestes a ser reestilizado. O site de sua fabricante já exibe mensagens do modelo 2018, que não deve ter mudanças profundas. Caso esteja interessado neste carro, é uma boa tentar bons descontos pela linha atual.

 

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Leo Alves
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Leo Alves

Jornalista formado na Universidade Metodista de São Paulo e participante do curso livre de Jornalismo Automotivo da Faculdade Cásper Líbero, sou apaixonado por carros desde que me conheço por gente. Já escrevi sobre tecnologia, turismo e futebol, mas o meu coração é impulsionado por motores e quatro rodas (embora goste muito de aviação também). Já estive na mesma sala que Lewis Hamilton, conversei com Rubens Barrichello e entrevistei Christian Fittipaldi.

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