TABELA FIPE: Renault Kwid E-Tech ‘derrete’ e já custa menos que Onix e HB20 após vender apenas 47 unidades

TABELA FIPE: Renault Kwid E-Tech cai para R$ 100 mil em março de 2026 e já custa menos que Onix e HB20 após vender apenas 47 unidades. Veja os dados oficiais.

O mercado de carros elétricos no Brasil vive um momento de “seleção natural”, e o Renault Kwid E-Tech parece estar do lado perdedor da balança. Após registrar um volume de vendas mínimo, apenas 47 unidades em seu período mais recente, o compacto elétrico da marca francesa viu seu valor de mercado desmoronar.

Consultamos a Tabela Fipe de março de 2026 hoje, 18 de março, e a realidade é dura: o Kwid elétrico já custa menos que as versões topo de linha de hatchs a combustão muito populares, como o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20.

O Elétrico que “Caiu de Categoria”

Quando foi lançado, o Kwid E-Tech buscava um público que queria status e tecnologia sustentável. Hoje, o cenário mudou.

Com a invasão chinesa e a rejeição do consumidor pelo acabamento simples do modelo, a Tabela Fipe de março revela que o preço médio do modelo Zero KM despencou para a casa dos R$ 100 mil.

Para se ter uma ideia do tamanho do “derretimento”, esse valor coloca o elétrico da Renault abaixo de versões completas como o Hyundai HB20 Platinum Plus (aprox. R$ 131 mil) e o Chevrolet Onix Premier (aprox. R$ 132 mil).

 

Interior do Kwid E-Tech – Foto: divulgação

Dados Oficiais: Tabela Fipe Março 2026

A desvalorização acelerada é o maior inimigo de quem apostou no Kwid E-Tech no lançamento. O valor registrado nesta quarta-feira (18) serve de alerta para o mercado: o preço médio está em queda livre.

Detalhes da consulta Fipe do Renault Kwid E-Tech

Ano Modelo Código Fipe Autenticação Preço Médio
Zero KM 025339-1 f37fdknnv9j1g8 R$ 100.561,00
2026 025339-1 chgk4zb447nd2j R$ 95.545,00
2025 025339-1 ccfsrbvbc81dy9 R$ 84.902,00

Fonte: Tabela Fipe

Por que o Renault Kwid E-Tech está custando menos que rivais a combustão?

O fato de um elétrico 0km custar R$ 100.561, valor menor que muitos carros 1.0 turbo, deveria ser um atrativo, mas as 47 unidades vendidas mostram que o brasileiro está cauteloso.

O Kwid E-Tech sofre com a percepção de ser um “carro popular adaptado”, enquanto novos rivais entregam projetos pensados do zero para serem elétricos, com mais espaço e tecnologia.

Os motivos do “derretimento”

  1. Fator Revenda: O medo da desvalorização futura afasta o comprador que busca segurança financeira.
  2. Custo-Benefício: Pelo mesmo preço, ou até pagando um pouco mais, o motorista hoje opta por um hatch a combustão (Onix/HB20) que oferece melhor acabamento e revenda garantida.
  3. Concorrência: Marcas como BYD e GWM dominam a mente de quem quer um elétrico hoje.
Kwid E-Tech – Foto: divulgação

A Tabela Fipe de março de 2026 selou o destino do Renault Kwid E-Tech como um dos carros que mais perderam valor no Brasil. Ao custar menos que rivais a combustão de categoria superior, o modelo tenta sobreviver pelo preço, mas as baixas vendas indicam que o consumidor pode estar duvidando até da viabilidade do modelo a longo prazo.

Enquanto isso, tem montadora superando a marca de 2 mil elétricos vendidos antes mesmo de se instalar no Brasil.

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Jamille Novaes
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