
Os preços dos veículos usados ficaram praticamente estáveis em agosto, porém o acumulado de 12 meses mostra uma perda bem maior em alguns segmentos.
SUVs e picapes compactas registraram queda de 7,4% no período, as maiores retrações entre as categorias acompanhadas pela Tabela Auto B3.
A média geral dos usados caiu 3,9% em 12 meses.
Crossovers aparecem logo atrás, com redução de 7,1%. Na outra ponta, os hatchbacks ficaram estáveis no período anual.
SUV usado cai 0,7% só em agosto
No recorte mensal, os usados tiveram variação média de apenas -0,1% em agosto frente a julho.
A estabilidade geral esconde diferenças importantes: as picapes compactas recuaram 1,2%, maior queda do mês, e os SUVs perderam 0,7%.
O comportamento das principais carrocerias ficou assim no acumulado de 12 meses:
- SUVs: queda de 7,4%;
- picapes compactas: queda de 7,4%;
- crossovers: queda de 7,1%;
- picapes médias: queda de 2,5%;
- sedãs: queda de 2%;
- hatchbacks: estabilidade.
Queda dos carros usados contrasta com alta dos novos em agosto
O movimento do 0 km foi diferente no mês.
Os preços médios de transação subiram 2,7% em agosto depois da queda de 1,2% observada em julho.
Mesmo assim, a variação acumulada em 12 meses ainda ficou negativa em 1,1%.
Entre os novos, a picape compacta também aparece pressionada no período anual, com queda de 6,8%.
Já SUVs novos recuaram 2,5%.
Portanto, a pressão não está restrita aos seminovos, embora seja mais intensa no mercado usado das duas categorias destacadas.
Carros usados: financiamento cresce mesmo com preços pressionados
A desvalorização ocorre em um mercado de crédito aquecido.
Agosto registrou 683.928 veículos financiados, maior volume para o mês em 15 anos e alta de 10,4% sobre agosto de 2025.
De janeiro a agosto, o total chegou a 5,136 milhões de unidades.
Os autos leves concentraram 478 mil financiamentos em agosto.
Desse total, cerca de 127 mil operações envolveram usados.
Portanto, a queda média de preços não indica ausência de compradores:
- o crédito segue movimentando o mercado, e justamente por isso a formação de preço entre oferta, estoque e demanda ganha importância na negociação.










