Seis marcas chinesas somam 374.876 carros até setembro e ocupam 17,4% do mercado brasileiro

GWM Ora 03

Seis marcas chinesas somaram 374.876 emplacamentos de automóveis e comerciais leves entre janeiro e setembro de 2026 no Brasil.

O volume representa 17,4% das 2.156.499 unidades registradas nesse mercado durante o período.

A BYD concentra a maior parte desse resultado. Entretanto, GWM, CAOA Chery, Geely, Omoda Jaecoo e GAC também ganharam espaço na disputa pelas vendas nacionais.

Os números abrangem somente essas seis fabricantes.

BYD lidera com 169.135 carros em nove meses

A BYD acumulou 169.135 veículos, mais do que o dobro do volume da GWM, segunda colocada desse grupo. A vantagem entre elas chegou a 105.733 emplacamentos no intervalo.

Em seguida aparece a CAOA Chery, com 58.041 unidades, apenas 5.361 abaixo da GWM.

Já a Geely ficou em quarto, à frente da Omoda Jaecoo por 2.723 veículos.

Assim, a diferença entre as primeiras colocadas mostra dois movimentos:

  • liderança isolada da BYD; e
  • concorrência mais próxima entre outras fabricantes.

A GAC completa o conjunto, com 11.413 registros.

Emplacamentos de seis marcas chinesas no Brasil, de janeiro a setembro de 2026
Marca Unidades emplacadas
BYD 169.135
GWM 63.402
CAOA Chery 58.041
Geely 37.804
Omoda Jaecoo 35.081
GAC 11.413

Os volumes reúnem registros realizados ao longo de nove meses. Portanto, não representam vendas exclusivas de setembro nem garantem a mesma ordem em meses isolados.

A participação da BYD dentro desse grupo de seis chega a aproximadamente 45,1%. Isso significa que quase metade dos emplacamentos reunidos na tabela pertence à marca.

Como as seis marcas chegaram à fatia de 17,4%

O mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves registrou 2.156.499 unidades de janeiro a setembro.

Ao dividir 374.876 por esse total e multiplicar por 100, o resultado fica em aproximadamente 17,38%.

Por isso, a participação arredondada das seis marcas é de 17,4%. A conta utiliza o total nacional da mesma categoria e do mesmo período, evitando misturar motocicletas, ônibus ou caminhões.

EX2 Max e interior do Dolphin Mini GL

BYD x Geely ─ Imagem: Divulgação – Edição/G360

Para entender o alcance desse percentual, três delimitações fazem diferença:

  • O acumulado cobre janeiro a setembro de 2026, e não apenas o último mês do levantamento.
  • As 2.156.499 unidades correspondem a automóveis e comerciais leves vendidos no Brasil.
  • Outras marcas chinesas, como CAOA Changan, Leapmotor e Jetour, ficam fora desse conjunto de seis.

A combinação dessas condições permite avaliar o tamanho do grupo sem atribuir a ele toda a presença chinesa no país.

Ao mesmo tempo, evita comparar segmentos diferentes sob a mesma porcentagem.

Haval H7 PHEV 2026/2027

Imagem: Divulgação/GWM

Outras fabricantes chinesas ampliam o resultado do segmento

Além das seis marcas, há empresas como Denza, MG e Zeekr no ranking de fabricantes de origem chinesa. Elas não entram nas 374.876 unidades usadas para calcular os 17,4%.

Um levantamento que reúne 12 marcas chega a 402.619 emplacamentos e participação aproximada de 18,7% no mesmo mercado. A diferença não indica erro: o conjunto de fabricantes é maior.

Para quem acompanha a disputa por compradores, o recorte ajuda a identificar o peso individual das montadoras.

Entretanto, não permite concluir sozinho quais modelos, faixas de preço ou tecnologias explicaram cada venda.

A evolução nos próximos meses dependerá dos novos emplacamentos.

Até setembro, o resultado já evidencia a dimensão alcançada por essas seis concorrentes no mercado brasileiro de carros novos.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Entrar no canal do Whatsapp Entrar no canal do Whatsapp