
Os automóveis leves usados a combustão lançados em 2021 acumulam desvalorização de 6,91% até setembro de 2026 no IBV Auto.
Na mesma coorte de lançamento, os híbridos registram perda de 17,04%.
A diferença chega a 10,13 pontos percentuais a favor dos modelos a combustão.
O recorte considera veículos comparáveis financiados pelo banco BV e acompanha a variação de preços ao longo do tempo, sem representar uma cotação individual de qualquer usado.
Quanto desvalorizaram os carros lançados em 2021?
Entre os veículos lançados naquele ano, os modelos a combustão mostraram maior resistência de preço.
A perda de 6,91% ficou bem abaixo dos 17,04% observados entre os híbridos até setembro de 2026.
O padrão muda conforme o ano de lançamento, mas os híbridos também aparecem com perdas maiores nas coortes de 2022 e 2023.
Isso ajuda a mostrar que a comparação de 2021 não deve ser misturada com uma queda mensal isolada.
Além disso, a diferença entre as tecnologias diminui nas coortes mais recentes.
Em 2022, a distância entre combustão e híbridos é de 7,94 pontos percentuais; em 2023, cai para 5,69 pontos.
No relatório de setembro, o BV também aponta alguma estabilização entre os híbridos de 2021, ao passo que os modelos a combustão mantiveram deterioração mais gradual.
Por que a diferença de 2021 chega a 10,13 pontos?
O cálculo resulta da subtração entre 17,04% e 6,91%.
Portanto, os híbridos lançados em 2021 acumulam perda 10,13 pontos percentuais superior à dos modelos a combustão comparáveis.
Isso não significa que todo híbrido tenha perdido exatamente 17,04% nem que cada carro a combustão tenha recuado 6,91%.
O índice trabalha com grupos de veículos e usa transações financiadas pelo banco para acompanhar a trajetória média de preços.
Antes de aplicar o indicador a um carro específico, é importante separar quatro pontos:
- ano de lançamento não é o mesmo que ano-modelo do exemplar;
- índice agregado não substitui a avaliação de uma versão específica;
- quilometragem, conservação e região alteram o preço de cada usado;
- transações financiadas pelo BV formam a base do indicador.
Como o IBV Auto mede a desvalorização?
O banco BV informa que o índice utiliza valores reais de transações financiadas, com critérios de amostragem, agrupamento técnico e ajustes de depreciação.
A metodologia acompanha automóveis leves usados por região e tipo de propulsão.
Por isso, o resultado é útil para observar tendências, mas não funciona como preço de compra ou venda garantido.
Um modelo pode ter comportamento diferente do agregado por causa de oferta, demanda, versão, conservação e mudanças comerciais no mercado de novos.
No recorte de 2021, porém, a vantagem relativa dos carros a combustão é clara: eles preservaram mais valor do que os híbridos até setembro de 2026 dentro da metodologia do IBV Auto.









